Saúde

Moro autoriza uso da Força Nacional no combate ao coronavírus

A utilização de parte do efetivo da Força Nacional no apoio às ações de combate foi requisitada pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
31/03/2020 17h47 - atualizado

Nessa segunda-feira, 30 de março, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou o uso das equipes da Força Nacional de Segurança Pública nas ações de prevenção e combate à pandemia do novo coronavírus em todo o país. A utilização de parte do efetivo da tropa no apoio às ações de combate foi requisitada pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

A Portaria nº 151 estabelece que a Força Nacional poderá ajudar os profissionais da área de saúde para que possam atender, com segurança, as pessoas com suspeita de estarem infectadas pela covid-19. Os agentes também poderão reforçar, nos estados e no Distrito Federal, as medidas policiais de segurança, que garantam o funcionamento dos centros de saúde (hospitais, UPAs etc), a distribuição e o armazenamento de insumos médicos e farmacêucos e de gêneros alimentícios e de produtos de higiene.

"Em caráter episódico", a Força Nacional também poderá ser utilizada para auxiliar no controle sanitário em portos, aeroportos, rodovias e centros urbanos; para evitar saques e vandalismos e protegendo os locais onde estejam sendo realizados testes rápidos para a detecção da doença, bem como na aplicação das medidas coercivas previstas em lei.

As ações deverão ser sempre planejadas juntamente com o Ministério da Saúde e coordenadas com as autoridades responsáveis dos governos estaduais e do Distrito Federal. Caberá à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, definir o total de agentes a ser empregado nessas ações.

Inicialmente, a medida vai vigorar por 60 dias - ou seja, até o dia 28 de maio - mas poderá ser prorrogada, de acordo com a necessidade. Durante esse prazo, os agentes que estejam atuando em outras missões de apoio aos estados e ao Distrito Federal poderão ser realocados.

Com informações da Agência Brasil.

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