Piauí

Motoristas e cobradores de ônibus mantêm greve em Teresina

De acordo com a classe, os empresários se recusam a assinar a convenção coletiva. A paralisação já dura 18 dias.
  • LAÍS VITÓRIA
26/02/2021 17h35 - atualizado

Na manhã desta sexta-feira (26), durante assembleia geral, o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Transporte Rodoviário (Sintetro) apresentou uma proposta à Prefeitura de Teresina, na qual solicita a intermediação dos diálogos entre a categoria e o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (Setut).

Segundo os trabalhadores, a ideia é tentar colocar fim ao impasse que motiva a greve, que já dura 18 dias. De acordo com a classe, os empresários se recusam a assinar a convenção coletiva. Eles dizem que questões relacionadas ao salário e aos benefícios, como plano de saúde e ticket alimentação, já estão pacificadas.

  • Foto: Luís Marcos/ ViagoraÔnibus paralisam em forma de protestoÔnibus paralisam em forma de protesto

"A categoria decidiu pegar essa minuta da convenção coletiva de trabalho, levar até a Prefeitura, para que a Prefeitura medie junto aos empresários esse conflito que está exposto. A convenção coletiva não onera em nada os empresários, apenas regulamenta a prestação de serviços entre as partes", explicou o secretário de previdência do Sintetro, Francisco Sousa a imprensa.

Ainda de acordo com a categoria, a compensação de horas extras, e também a intenção anunciada pelas empresas de diminuir o número de cobradores, estão entre os pontos que vem causando divergência com empresários.

"A cada rodada de negociação eles apresentam uma proposta pior do que a outra. A gente entende que os empresários não estão querendo negociar com a classe trabalhadora e estão querendo repassar toda responsabilidade para o município", disse.

Segundo o representante, a prefeitura não é responsável por pagar o salário, e quem teria que pagar são as empresas, que só com os ônibus circulando as empresas poderão arrecadar o suficiente para pagar os valores, caso o repasse da prefeitura não cubra. O Sintetro também afirma que os trabalhadores estão dispostos a renegociar os valores do plano de saúde e dos tickets, e que entende que a proposta que a Prefeitura apresentou pode não cobrir 100% dos benefícios.

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