Piauí

MPPI participa de operação contra desmatamento em Bom Jesus

Segundo o INTERPI e a SEMAR, o desmatamento na região estava ocorrendo em uma área de terras públicas e que licença dos órgãos ambientais.
30/08/2020 10h00 - atualizado

O Grupo Especial de Regularização Fundiária e Combate à Grilagem (GERCOG) do Ministério Público do Piauí (MPPI) deu apoio a uma operação realizada na última quinta-feira (27) contra a ocupação ilegal de terras em uma área pública no município de Bom Jesus, na região Sul do Piauí.

De acordo com o MPPI, a ação foi realizada de forma conjunta entre o Instituto de Terras do Piauí (INTERPI), a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMAR) e a Polícia Militar do Piauí (PM-PI). A operação foi deflagrada após o INTERPI detectar desmatamento na área por meio do monitoramento por satélite.

  • Foto: Divulgação/MPPIMPPI participa de operação contra desmatamento em Bom JesusMPPI participa de operação contra desmatamento em Bom Jesus.

Segundo o INTERPI e a SEMAR, o desmatamento na região estava ocorrendo em uma área de terras públicas e sem licença dos órgãos ambientais, sendo desmatado cerca de 2.400 hectares de mata. O promotor de Justiça Maurício Gomes, coordenador do GERCOG, foi o representante do MPPI que participou do trabalho.

Conforme o Ministério Público, outras irregularidades foram encontradas em relação às condições que atuavam no desmatamento. Com base no relato do promotor, nenhum deles possuía qualquer vínculo empregatício, e dormiam dentro de um ônibus e em condições de higiene precárias.

  • Foto: Divulgação/MPPIÁrea desmatadaÁrea desmatada.

O MPPI informou que o valor para o desmatamento da área gira em torno de R$ 900 mil, e durante a ação foram apreendidas armas de fogo, tratores e outros veículos utilizados no desmatamento. Os responsáveis foram encaminhados para a Delegacia Regional de Polícia por desmate das terras e por porte ilegal de arama de fogo.

A área pública invadida foi embargada pela SEMAR, que ficará responsável por conduzir o processo de regularização ambiental, em parceria com o INTERPI, responsável pela questão fundiária.

“Foi uma atuação em conjunto. O INTERPI, com sucesso, identificou um problema e soube compartilhar essa informação com os órgãos de fiscalização. Isso resultou em uma solução rápida. Quando os órgãos públicos dão as mãos, a sociedade ganha”, destacou o coordenador do GERCOG.

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