Piauí

Mulher morre após cirurgia plástica em Teresina e filha acusa médico

Por meio da redes sociais, Brysa Silva filha de Benedita, relatou o caso. O médico se pronunciou sobre o assunto.
30/09/2021 16h34 - atualizado

No último dia 24 de setembro, uma mulher identificada como Benedita Mesquita, de 38 anos morreu após passar por uma cirurgia plástica na cidade de Teresina. O procedimento foi realizado no dia 3 de setembro.

Por meio das redes sociais, a filha de Benedita, Brysa Silva acusou o cirurgião Carlos Tajra, de ter realizado um procedimento de lipoescultura e enxertia (aplicação de gordura no glúteo), não solicitado pela mãe.

  • Foto: DivulgaçãoBenedita.Benedita Mesquita.

Em um vídeo publicado no Instagram, Brysa se emociona ao contar que a mãe foi realizar um procedimento de lipoaspiração na barriga e nos braços no dia 03 de setembro e no dia 07 foi ao hospital se queixando de muita dor na região do glúteo, sendo internada no dia 08.

“Minha mãe fez uma lipo da barriga e dos braços no dia 03 setembro, numa sexta-feira e no sábado dia 04 minha mãe voltou pra casa, se queixando muito de dor no bumbum, não dormia e no dia 07 de setembro a gente foi para o hospital, voltou pra, no dia 8 a gente foi para o hospital de novo porque o dreno da barriga dela estava saindo uma secreção com um odor muito forte e ela ficou internada”, disse.

Segundo a filha, no dia 09 de setembro a mãe foi internada na UTI do hospital e que recebeu a informação de que Benedita estava com uma infecção hospitalar.

A mulher ficou internada durante 16 dias na UTI de um hospital particular na capital, mas não resistiu e faleceu no dia 24 deste mês.

Nota de esclarecimento do médico

Nessa quarta-feira (29), o médico Carlos Tajra divulgou uma nota de esclarecimento nas redes sociais, relatando que no dia da consulta ficou acordado com a paciente a realização de uma lipoescultura de corpo inteiro além de enxertia de gordura na região sacra do glúteo superior para refinamento de cirurgia prévia.

“Na consulta, em comum acordo, acertamos a realização de lipoescultura de corpo inteiro, além de enxertia de gordura em região sacra e glúteo superior para refinamento de cirurgia prévia” diz nota.

O médico também afirmou que a paciente adquiriu uma bactéria (Escherichia coli), com perfil não hospitalar e que infelizmente evoluiu de forma grave.

“Em setembro de 2021, procedemos com a cirurgia, contudo, a paciente adquiriu uma bactéria (Escherichia coli), com perfil não hospitalar, e que, infelizmente, evoluiu de forma grave com sepse generalizada”, afirmou.

Carlos Tajra também lamentou o falecimento de Benedita Mesquita e informou que está à disposição da família para qualquer assistência que seja necessária.

“Mais uma vez, lamento a perda e adianto que estou à disposição da família para qualquer assistência que seja necessária, bem como para demais esclarecimentos”, declarou.

Após o posicionamento do médico, Brysa Silva voltou nas redes sociais e publicou um vídeo, mostrando o documento assinado pela mãe, apresentando a autorização para o procedimento de lipoaspiração e não de lipoescultura.

“Termo de consentimento informado para cirurgia de lipoaspiração. Agora eu pergunto, doutor porque você colocou na nota de esclarecimento que ela tinha feito lipoescultura? Porque aqui eu estou vendo lipoaspiração”, disse a filha no vídeo, mostrando o termo assinado pela mãe.

Veja a nota de esclarecimento do médico na íntegra:

Primeiramente, gostaria de manifestar o meu mais profundo e sincero pesar pelo falecimento da senhora Benedita Mesquita. Solidarizo-me com a família neste momento de dor.

É importante esclarecer que a paciente me procurou, em julho de 2021, pela confiança em mim depositada, em virtude de outros procedimentos cirúrgicos estéticos executados anteriormente. Na consulta, em comum acordo, acertamos a realização de lipoescultura de corpo inteiro, além de enxertia de gordura em região sacra e glúteo superior para refinamento de cirurgia prévia.

Em setembro de 2021, procedemos com a cirurgia, contudo, a paciente adquiriu uma bactéria (Escherichia coli), com perfil não hospitalar, e que, infelizmente, evoluiu de forma grave com sepse generalizada.

Desde o período pós-operatório e internação em UTI, a paciente teve toda a assistência necessária, com todo o aparato mais moderno disponível, bem como acompanhamento diário realizado por mim e pela equipe médica do hospital onde estava internada. Mesmo assim, infelizmente, evoluiu para óbito.

Mais uma vez, lamento a perda e adianto que estou à disposição da família para qualquer assistência que seja necessária, bem como para demais esclarecimentos.

Carlos Eduardo Feitosa Tajra
CRM 3820/PI

Mais conteúdo sobre:

Mais na Web