Polícia

“Não estou preparada para ser presa”, diz deputada Flordelis

A deputada federal foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo.
30/08/2020 12h25 - atualizado

A deputada federal Flordelis dos Santos, seis dias depois de ser denunciada como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, concedeu entrevista ao jornalista Roberto Cabrini e contou como tem sido seus dias após a conclusão do inquérito.

Segundo a deputada, ela está passando pelo “pior momento” de sua vida. Devido ao seu mandato parlamentar, ela possui foro privilegiado e não pode ser presa juntamente com os outros indiciados no caso.

“Não estou preparada para ser presa e não vou ser. Sou inocente e tenho certeza que minha inocência será provada nos próximos dias”, comentou.

  • Foto: Divulgação/InstagramDeputada Flordelis e Pastor Anderson.Deputada Flordelis e Pastor Anderson.

Flordelis também negou que tenha adotado Anderson aos 14 anos, quando os dois se conheceram, negando inclusive que Anderson e a filha biológica Simone, que está presa por envolvimento no crime, tenham namorado.

“Eu amo meu marido até hoje. Ele não controlava a minha vida. Ele não fazia isso. Eu não matei. Eu não fiz isso que estão me acusando. Não é real. Não é verdade. É uma injustiça”, declarou.

“Me lembro de algumas coisas do dia do assassinato. Eu achava que teria sido roubo. Eu estava sedada. Eu com certeza na morte do meu marido eu devo ter chorado muito. Muita coisa fugiu da minha mente por causa da sedação. Eu não sabia da quantidade de tiros. Eu não sabia. Quando eu desci, meu filho falou que já tinham levado ele para o hospital. Eu estava muito distante, até eu chegar... aquela gritaria toda, aquele alvoroço todo, eu no terceiro andar... até eu chegar... A minha chegada foi no momento que eles já tinham socorrido o meu marido”, comentou Flordelis.

Questionada sobre mensagens encontradas em seu celular, onde afirmava que o motivo da morte de Anderson do Carmo era o fato de não poder se separar, a deputada negou.

“Isso não existe. Não existe ‘escandalizar o nome de Deus’. se eu tivesse que me separar, eu me separaria”. Eu jamais chamaria meu marido de traste. Essa mensagem não foi escrita por mim. Não sei. Eu quero que a Justiça descubra quem escreveu. Meu celular é tipo um celular comunitário em casa. Todo mundo te acesso ao meu celular. Eu preciso saber quem matou meu marido. Eu não sei. Se eu soubesse, eu falaria aqui agora. Quem matou meu marido está desgraçando com minha vida. Eu não estou escondendo nada”, disse.

A deputada comentou ainda sobre a entrada e sumiço de mais de R$ 6 milhões na conta do Ministério Flordelis, nome utilizado em suas igrejas. “Esse dinheiro não entrou na conta da igreja. E eu também quero saber onde ele está. É uma pista importante para esse crime”, afirmou.

Flordelis ainda foi questionada sobre a prisão dos filhos, ao qual ela reagiu com frieza. “Eu não tenho que estar presa. Eu não matei meu marido. nem mandei matar. Por que me prender? Todo mundo dentro de casa e fora de casa sabia do valor que meu marido tinha para mim. Só quero que o Ministério Público venha e me diga o por quê, o motivo para eu matar o meu marido. Eu reencontrarei meu marido no céu, com certeza”, finalizou.

Com informações da Revista Extra.

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