Política

"O transporte público de Teresina não presta", diz Dudu após CPI

Segundo o vereador, após as investigações da CPI foram constatadas inúmeras irregularidades, além de descumprimentos de decretos federais.
09/09/2021 11h00 - atualizado

Nessa quarta-feira (08), o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público de Teresina, vereador Dudu Borges, falou ao Viagora sobre o andamento da resolução da problemática dos ônibus coletivos na capital.

Conforme o vereador, ao longo dos três meses de investigações, a Câmara Municipal desempenhou um trabalho com cautela e dedicação.

  • Foto: Luis Marcos/ ViagoraVereador DuduVereador Dudu

“Nós aguardamos que as devidas providências desses órgãos de controle externos possam ser tomadas, nós fizemos uma exaustiva investigação ao longo de 106 dias, a Câmara disponibilizou uma equipe escumanal de servidores e nós vereadores que estávamos na comissão trabalhamos com muito afinco, com muito zelo e respeito”, pontuou.

Segundo o vereador, com o relatório final da CPI entregue a prefeitura,  Ministério Público do Trabalho do Piauí (MPT-PI)  e Tribunal de Conta do estado (TCE-PI), o que se espera é que os órgãos competentes tomem as devidas providências. Ele destaca ainda que após as investigações foram contatadas inúmeras irregularidades, além de descumprimentos de decretos federais.

“Constatamos o óbvio, que o transporte público de Teresina não presta o povo já sabia, agora a CPI trouxe à luz muita informação e muitas dessas informações apontam improbidades administrativa, apontam enriquecimento ilícito, descumprimento de decretos federais, apontam vários indícios e provas também de irregularidades. Esperamos agora que os órgãos de controle façam as suas partes”, destacou.

Dudu Borges ressalta que o fator principal para as dificuldades encontradas no transporte de Teresina se deve ao fato de atualmente as empresas controlarem totalmente a concessão.

“Uma empresa pública, na minha opinião, nós não temos nem tempo nem dinheiro, agora, que o controle tem que ser público, eu não tenho dúvidas tem que ser. O controle público não significa dizer que tem que tá à gestão de uma companhia municipal pública, qualquer tipo de parceria pública e privada, quem tem o controle da situação é o poder concedente, no caso de uma concessão, que é o caso do transporte público, um serviço de relevância como é, obvio que tem que ter a mão e o braço da prefeitura no controle, que hoje não tem, hoje quem controla 100% do transporte públicos são as empresas, e isso na minha opinião, é onde está o maior gargalho e as dificuldades que enfrentamos hoje”, disse.

Mais na Web