Saúde

OMS alerta para aumento progressivo no número de casos de sarampo

Apenas nos últimos três anos, os dados da ONU mostram que o número de mortes causadas pela doença aumentou em 50%.
13/11/2020 09h50 - atualizado

Mais de 207 mil pessoas morreram no mundo por conta do sarampo em 2019, segundo mostra uma pesquisa conjunta da Organização da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Apenas nos últimos três anos, o número de mortes causadas pela doença aumentou em 50%.

Os dados da Iniciativa do Sarampo e Rubéola, da agência da ONU e parceiros, revela que o total de mortes aumentou pela metade ao atingir 869.770 entre 2016 e 2019. A pesquisa divulgada nesta quinta-feira (12), em Genebra, na Suíça, sugere que a alta dos casos ocorreu em todas as regiões do mundo.

O estudo ainda faz uma comparação com o mínimo histórico do ano passado com o de 2016 e, segundo especialistas, a falta de vacinação das duas doses da vacina em crianças é o principal fator do aumento dos casos e mortes pela doença. Esse aumento ocorre quando pessoas não imunizadas contaminam outras que também não tomaram a vacina ou com imunização incompleta.

Em 2020 houve uma taxa menor de notificações da doença do que em 2019, no entanto, ocorrem interrupções de vacinação e as campanhas para minimizar os surtos foram suspensos. Apenas em novembro, mais de 94 milhões de pessoas em 26 países correm o risco de perder vacinas devido à suspensão das campanhas contra o sarampo.

Ainda de acordo com a pesquisa, em nível global, a cobertura universal da primeira dose da vacina estagnou há mais de uma década em taxas 84% e 85%. Com relação à cobertura da segunda dose, tem havido um aumento constante, mas ainda gira em torno de 71%.

 Para controlar o sarampo e prevenir surtos e mortes, as taxas de cobertura de vacinação com as duas doses devem chegar a 95% e ser mantidas em níveis nacional e subnacional.

O documento menciona o Brasil como um dos oito exemplos positivos de nações que, mesmo durante a pandemia de covid, retomou as campanhas planejadas de imunização. Juntamente com o Brasil estão: República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Etiópia, Nepal, Nigéria, Filipinas e Somália. 

No entanto, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em outubro deste ano, mesmo com uma nova campanha, nenhuma das metas de vacinação havia sido atingida. O objetivo era imunizar 11,2 milhões de crianças e 90 milhões de adultos. Até 29 de outubro, só 44% das crianças de 1 a 5 anos foram imunizadas contra a poliomielite. Entre a população de 20 a 49 anos, a cobertura não passou de 13% para a vacina contra o sarampo. 

Este mês, a OMS e o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, emitiram um apelo de emergência para prevenir e responder a surtos de sarampo e pólio, recomendando que os países afetados e em risco garantam que as vacinas estejam disponíveis e administradas com segurança. No Brasil, os estados que não atingiram a meta poderão continuar oferecendo a vacina contra a poliomielite durante todo o ano. Para saber se a doses continuarão disponíveis, os pais devem consultar os postos de saúde da cidade.

Com informações da Revista Crescer...

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