Polícia

Operação Mormaço do Gaeco cumpre mandados no Piauí e Maranhão

Segundo o Gaeco, o objetivo é de desarticular uma organização criminosa que atua nos dois estados.
10/06/2021 08h25 - atualizado

Na manhã desta quinta-feira (10), o Ministério Público do Maranhão, através do Grupo de Atuação de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em parceria com o Gaeco do Piauí, deflagrou a "Operação Mormaço", com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que atua no Piauí e no Maranhão.

De acordo com o Gaeco, foram cumpridos mandados contra pessoas jurídicas e físicas nas cidades de Teresina (PI), Timon (MA) e Caxias (MA). Na capital piauiense duas empresas de veículos foram alvos da operação.

  • Foto: Ministério Público do Maranhão.Gaeco deflagra Operação mormaço no Piauí e Maranhão.Gaeco deflagra Operação Mormaço no Piauí e Maranhão.

Paralelamente e de forma articulada, as Superintendências da Polícia Federal nos dois estados realizaram a Operação Hesíodo, que tem alvos em comum com a Operação Mormaço.

Segundo o MP do Maranhão, as investigações, iniciadas há cerca de um ano comprovam que a organização criminosa tem um sistema de lavagem de dinheiro sofisticado, com a utilização de empresas para o escoamento dos valores resultantes de negócios com o comércio de drogas ilícitas, armas de fogo, veículos e peças de automóveis, além de outras atividades.

  • Foto: Ministério Público do Maranhão.Operação Mormaço.Operação Mormaço.

Conforme o MP, por meio de alguns investigados e de pessoas ligadas a eles, o dinheiro era aplicado em agências de veículos, arenas esportivas e aquisição de imóveis, além de outros segmentos empresariais. Essa manobra financeira tinha a clara intenção de dificultar o rastreamento dos valores.

Ainda de acordo com o MP, a representação formulada pelo Gaeco à 1ª Vara Criminal do Termo Judiciário de São Luís (MA), determinou a apreensão de bens móveis e imóveis avaliados em aproximadamente R$ 8 milhões, além de bloqueio de ativos financeiros diversos. Foi detectado também movimentações de ativos dos investigados que chegaram próximo aos R$ 90 milhões.

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