Política

PF diz que Ciro Nogueira teria recebido R$ 6 milhões da Odebrecht

O relatório divulgado pela Polícia Federal relata sobre a investigação de pagamentos de propina relatados na delação de ex-executivos da Odebrecht.
12/03/2019 10h00 - atualizado

De acordo com investigações da Polícia Federal, um ex-executivo da Odebrecht teria ocultado informações na delação premiada e beneficiou o senador piauiense Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas.

O relatório divulgado pela PF relata sobre a investigação de pagamentos de propina relatados na delação de ex-executivos da Odebrecht.

  • Foto: Divulgação/Agência SenadoSenador Ciro Nogueira.Senador Ciro Nogueira (Progressistas)

No texto do relatório, a Polícia Federal afirmou que os repasses destinados a Ciro Nogueira foram feitos com a ajuda da Transnacional. A empresa de transporte de valores era usada por doleiros a serviço de empresas alvos da Lava Jato, entre elas a Odebrecht.

No documento, enviado ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF detalha os pagamentos feitos ao senador para que ele atuasse para aprovar projetos de interesse da Odebrecht no Senado. A PF ainda relata os registros do endereço de entrega que consta dos sistemas dos doleiros e da Transportadora.

O delegado Albert Sérvio de Moura diz que neste imóvel “residia no ano de 2014 o filho do Sr. Lourival Ferreira Nery Júnior, assessor de Ciro Nogueira, cujo nome também figura nas sucessivas planilhas da Odebrecht”.

A PF diz que R$ 6 milhões foram destinados a um grupo de parlamentares. Mas o delator Cláudio Mello Filho decidiu repassar o valor somente a Ciro, identificado nas planilhas com o codinome “Piqui”.

“Tal fato – a destinação de valores a Ciro Nogueira à revelia de Marcelo Odebrecht – explica a absoluta omissão de Claudio Mello Filho no que se refere aos 12 pagamentos do ‘Programa Piqui’”, diz o documento.

A Polícia Federal pediu uma acareação entre Cláudio Mello Filho, Marcelo Odebrecht e Carlos Fadigas, também delatores da Odebrecht e envolvidos na liberação desses R$ 6 milhões.

A ideia é colocá-los frente a frente para saber sobre os pagamentos a Ciro Nogueira e também sobre a suspeita de omissão do delator. A decisão será do ministro Fachin.

Ciro Nogueira é investigado em outros quatro inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Em um deles, a denúncia já foi apresentada e aguarda decisão do tribunal.

Outro lado

Em nota divulgada à imprensa, através de assessoria de comunicação, a equipe do parlamentar afirma que “o senador Ciro Nogueira confia na apuração da Justiça e acredita que as investigações irão, mais uma vez, comprovar a sua inocência”.

Com informações do G1.

Mais na Web