Polícia

Policiais civis do Piauí denunciam "usurpação" de função

A denúncia foi encaminhada ao chefe do Ministério Público do Estado do Piauí, Procurador-Geral Cleandro Moura.
RAYANE TRAJANO
06/01/2018 12h39 - atualizado

O Sindicato dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi) informou que no dia 04 de janeiro encaminhou denúncia ao chefe do Ministério Público do Estado do Piauí, procurador-geral Cleandro Moura, sobre as condições de trabalho da categoria e a “usurpação” de funções por parte de policiais militares, no quesito investigação.

O presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior, informou que o Ministério Público, através da 5ª Promotoria de Justiça da comarca de Parnaíba editou uma recomendação, no dia 11 de novembro de 2017, endereçada aos delegados de Polícia Civil da cidade e ao comandante da PM no município. O documento recomendava, entre outras coisas, que o “serviço reservado” da PM não fizesse “qualquer ato de investigação criminal, salvo crimes militares”.

O pedido do sindicato é que o procurador-geral estenda a recomendação aos batalhões de Polícia Militar em todo o Piauí.

  • Foto: Divulgação/SinpolpiPresidente do Sinpolpi, Constantino Júnior.Presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior.

A solicitação ocorreu após a briga entre as polícias, em relação à investigação de crimes cometidos por policiais militares, tendo como último caso a morte da menina Emilly Caetano. O comandante da PM, coronel Carlos Augusto, assinou uma portaria que estabelece que a investigação seja feita pela própria corporação. Já a Polícia Civil ressalta sua competência para investigar crimes contra a vida. 

Na nota enviada pelo Sinpolpi, é manifesto o apoio à equipe da Delegacia de Homicídios que concluiu o inquérito sobre a morte da garota, mesmo com o empecilho da PM. “O Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Piauí (SINPOLPI) vem a público se manifestar sobre a postura dos policiais civis lotados na Delegacia de Homicídios da capital, coordenado pelo  delegado Francisco da Chagas Santos  Costa, o “Bareta”,  que de forma correta e independente e usando das suas atribuições constitucionais, apuraram através de inquérito policial, o assassinato da criança Emily Caetano da Costa, ocorrido no dia 25 de dezembro de 2017, a partir de uma abordagem desastrosa de uma guarnição do 5º batalhão da Polícia Militar do Estado do Piauí”, diz a nota.

Confira aqui a nota completa do Sinpolpi.

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