Piauí

Policiais e OAB-PI discutem prejuízos da Reforma da Previdência

Segundo Chico Lucas, presidente da OAB-PI, a Ordem está por dentro das dificuldades que a reforma impõe à classe e sugeriu uma união entre entidades para um debate inteligente e honesto.
  • ISABELA DE MENESES
08/05/2017 11h32 - atualizado

Um debate entre a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), secção Piauí, policiais federais, rodoviários e civis, aconteceu na última sexta-feira (05), para tratar sobre as mudanças propostas pela Reforma da Previdência e suas consequências para as classes trabalhadoras presentes. A reunião aconteceu no auditório da sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na Avenida João XXIII, zona leste de Teresina.

Na quarta-feira (03), o relatório da reforma foi aprovado pela Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara, e trouxe algumas alterações em relação ao texto original enviado pelo Governo Federal ao Congresso. Os policiais criticaram alguns pontos, em especial o da PEC 287, que foi enviada pelo governo Temer ao Congresso e altera a aposentadoria. A classe dos policias não está satisfeita com as regras de transição e igualdade entre homens e mulheres na idade mínima.

Segundo Chico Lucas, presidente da OAB-PI, a Ordem está por dentro das dificuldades que a reforma impõe à classe e sugeriu uma união entre entidades para um debate inteligente e honesto. “Estou aqui solidário aos policiais e sem esquecer também dos professores. Uma vez que alguns profissionais precisam de um regime especial de trabalho. Não se pode tratar o trabalho policial com alguma outra profissão de cunho administrativo, por exemplo. A reforma é necessária, mas não pode ser agressiva a ponto de desestabilizar algumas atividades, como a policial”.

O conselheiro federal e presidente da Comissão Nacional de Direito Previdenciário da OAB, Chico Couto, manifestou o apoio aos trabalhadores da segurança pública. “A sociedade precisa compreender como essa proposta de reforma da previdência vem sendo apresentada a toque de caixa, usurpando direitos constitucionais, burlando o regimento interno. Uma reforma da previdência que vai tirar de vários brasileiros a possibilidade de aposentadoria em virtude da idade mínima. Fizemos essa construção para proteger o cidadão” relatou.

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