Política

“Precisa de tempo ”, diz Dudu sobre municipalização do transporte

O vereador também acredita que o relacionamento da empresa com a gestão anterior pode ter prejudicado o sistema.
19/04/2021 19h11 - atualizado

Na manhã desta segunda-feira (19), o vereador Edilberto Borges, o Dudu (PT), disse ao Viagora que mesmo com a relação complicada do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (Setut) com a prefeitura, está sendo feito todo o possível pelo transporte público de Teresina.

O vereador acredita que o relacionamento da empresa com a gestão anterior pode ter prejudicado, e causado o problema.  Segundo o parlamentar, o Setut com a antiga gestão possuíam uma relação “promíscua”.

  • Foto: Lucas Klisman/ ViagoraVereador Reeleito, DuduVereador Reeleito, Dudu

“Esse problema que se arrasta com o Setut é a há mais de sete anos, eu tenho lutado com o transporte público dessa cidade. E a relação da gestão anterior com o Setut é uma relação muito promíscua, na minha opinião, e de muita conivência com o que não presta”, afirmou.

Sobre a municipalização do transporte, Dudu acredita que é preciso tempo, algo que o vereador explica que a prefeitura nesse momento não possui.

“A prefeitura do Dr. Pessoa tem falado em municipalizar o transporte público, eu digo sempre que depende de duas coisas a municipalização: Tempo e dinheiro. Pode até ser que tenha dinheiro, mas tempo nós não temos, pois o transporte público está ai sendo acionado em diversas localidades”, destacou.

De acordo com o parlamentar, o Setut não vem cumprindo com o contrato imposto: “Acredito que o Dr. Pessoa está tomando agora as medidas cabíveis. Eu já disse mil vezes que nós temos que ajuizar ação pra suspender essa licitação, que tá repleta de vícios e de erros. E a própria licitação prevê punições para quem descumprir o contrato e na minha opinião o Setut descumpre sistematicamente esse contrato”, ressaltou.

Dudu afirma que a única solução para acabar com o problema do transporte público na capital seria o rompimento do contrato vigente.

“O que é que a população que é quem paga a passagem de ônibus tem a ver com alguma outra questão entre patrão e empregado? O que é que a população tem a ver com sistema de transporte nosso que não presta? Então só nos resta um caminho; é romper esse contrato, abrir uma outra licitação”, finalizou.

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