Piauí

Prefeito Carlão do Feijão é denunciado por compra de votos no TRE

Os gestores foram denunciados após uma ação de investigação do Ministério Público Eleitoral do Piauí.
09/02/2018 12h24 - atualizado

O Ministério Público Eleitoral no Piauí ajuizou ação penal no TRE-PI contra o prefeito do município de Dirceu Arcoverde Carlos Gomes de Oliveira, conhecido como Carlão do Feijão, e o seu vice, Marconis Ribeiro Galvão. A denúncia é de captação ilícita de votos. A informação foi divulgada pelo MPE nesta sexta-feira (09).

Segundo o procurador regional eleitoral do Piauí, Patrício Noé da Fonseca, um inquérito policial foi solicitado nos autos da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que constatou o oferecimento e entrega de dinheiro a eleitores, durante a campanha de 2016.

De acordo com o processo o então candidato a vice-prefeito do município Marconis Galvão, prometeu a um eleitor a entrega de três postes de madeira, 150 metros de fio, uma caixa para relógio, juntamente com um sistema de chaveamento da rede elétrica, em troca de votos.

Ainda de acordo com a investigação as circunstâncias ilícitas aconteceram com o conhecimento do então candidato a prefeito, que atualmente é gestor do município, que foi à residência de uma das testemunhas para garantir a entrega dos privilégios prometidos. 

Outro eleitor também disse à Polícia Federal que os candidatos foram a sua casa e ofereceram, em troca de votos, o fornecimento de energia elétrica, além de dizer que ofertaram também para três vizinhos a quantia R$ 340,00 para votor no candidato a vereador conhecido como “Rodolfinho”.

Uma terceira testemunha também afirmou a Polícia Federal que dias antes das eleições, os candidatos compareceram, em sua casa, e que Carlos Gomes junto com dois homens, denominados “João Bruno” e “Evaldo”. Nesse dia, Carlos Gomes lhe ofereceu um “agrado”, em troca de seu voto, no valor de R$ 2000,00. A quantia teria sido entregue dias depois.

De acordo com o Ministério Público, Carlos Gomes de Oliveira e Marconis Ribeiro Galvão podem ser enquadrados em crime de “corrupção eleitoral”. A pena pode chegar até quatro anos de reclusão e o pagamento de multa.

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