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Projeção do Copom aponta que inflação permanece em alta em Dezembro

Essa projeção é feita considerando a taxa Selic a 2% ao ano e o câmbio em R$ 5,25. A expectativa para 2021 é de 3,5% e para 2022 está em 4%.
15/12/2020 13h27 - atualizado

A previsão para a inflação no mês de dezembro é de alta, mesmo com a baixa prevista para o preço dos alimentos, a taxa deve se manter alta especialmente por conta dos gastos com mensalidades escolares e aumento da bandeira tarifária da conta de energia. As informações são do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

A Copom revelou nesta terça-feira (15), em ata datada da semana passada, que as últimas leituras de inflação “foram acima do esperado”, mas que a projeção apresenta-se “subjacente em níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação''.

“Apesar da pressão inflacionária mais forte no curto prazo, o Comitê mantém o diagnóstico de que os choques atuais são temporários, mas segue monitorando sua evolução com atenção, em particular as medidas de inflação subjacente”, disse o comitê.

Ainda de acordo com o comitê, em 2020 o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 4,3%, levando em conta o cenário de juro fixo e câmbio tendo variação de acordo com a Paridade de Poder de Compra (PPC).

Essa projeção é feita considerando a taxa Selic a 2% ao ano e o câmbio em R$ 5,25. A expectativa para 2021 é de 3,5% e para 2022 está em 4%.

No cenário externo, o comitê avalia que “a ressurgência da pandemia em algumas das principais economias tem revertido os ganhos na mobilidade e deverá afetar a atividade econômica no curto prazo”.

O comitê avalia ainda que os resultados promissores nos testes das vacinas contra a covid-19 tendem a trazer melhora da confiança e normalização da atividade no médio prazo.

Já em relação à atividade econômica brasileira, a ata do Copom registra que os indicadores recentes sugerem a continuidade da recuperação desigual entre setores, em linha com o esperado

“Contudo, prospectivamente, a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual, sobretudo para o período a partir do final deste ano, concomitantemente ao esperado arrefecimento dos efeitos dos auxílios emergenciais”.

Com informações da Agência Brasil.

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