Piauí

Servidores da saúde de Teresina anunciam greve para 5 de julho

O movimento reivindica a não retirada da insalubridade da categoria. A medida adotada pela prefeitura pode reduzir em até R$ 1.600 nos contracheques de várias categorias de servidores.
20/06/2018 11h58 - atualizado

Os funcionários da Saúde de Teresina devem paralisar as atividades em 05 de julho. A decisão foi tomada em uma Assembleia Geral conjunta realizada nesta terça-feira (19). O movimento reivindica a não retirada da insalubridade da categoria.

A greve será iniciada com uma a Assembleia-Geral em frente à Fundação Municipal de Saúde (FMS), e deve atingir todos os locais de trabalho da saúde municipal. O movimento é convocado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (Sindserm); dos Tecnólogos, Técnicos e Auxiliares de Radiologia (Sinttear); dos Assistentes Sociais do Estado do Piauí (Sindaspi); e dos Farmacêuticos do Piauí (Sinfarpi).

  • Foto: Facebook/FMSFundação Municipal de SaúdeA greve será iniciada com uma assembleia-geral em frente a FMS

Segundo o Sindserm, a categoria foi informada sobre a retirada do benefício por meio de um memorando emitido pela Diretoria de Recursos Humanos da (FMS) datado do dia 21 de maio. A medida deve reduzir em até R$ 1.600 os contracheques de assistentes sociais, farmacêuticos, psicólogos, profissionais de radiologia, administrativos, agentes de portaria, técnicos de patologia, dentre outros servidores.

“A Insalubridade e periculosidade são direitos condicionados ao local de trabalho onde o profissional exerce o seu trabalho, independente do cargo. Também não deve ser objeto de adequação financeira, pois não é um privilégio ou incentivo e sim um direito trabalhista, que não pode ser retirado arbitrariamente. Nesse sentido, achamos várias falhas nessa ameaça de retirada e tentamos negociar para evitar disputas judiciais. Para nós, essa decisão é ilegal”, afirmou Sinésio Soares, presidente da entidade.

Os sindicatos decidiram também acionar a justiça, o Ministério Público e a Delegacia Regional do Trabalho. O Sindserm ainda protocolou, em 11 de junho deste ano, um pedido de reunião para tratar do assunto com o presidente da FMS, que por sua vez, informou a possibilidade do encontro ocorrer após o retorno de uma viagem do presidente do órgão.

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