Coronavírus no Piauí

Sesapi explica como são detectadas novas variantes da Covid-19

No Piauí não foi detectada a presença da variante indiana, porém já circulam pelo estado algumas variantes consideradas preocupantes pelo poder de transmissão.
26/05/2021 08h52 - atualizado

O Maranhão anunciou os primeiros casos da variante indiana e o Ceará também informou que no estado já tem casos suspeitos desta nova variante de coronavírus.

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesapi) entra em alerta, com o surgimento desses infectados, pois os estados fazem divisa com o Piauí, e para conter a propagação do vírus o estado adotou medidas como o reforço das barreiras sanitárias em 26 pontos nas divisas entre o Maranhão, em um primeiro momento.

Pesquisadores já estão realizando um sequenciamento genético dos genomas da nova variante e mapeando o surgimento de mutações. A coordenadora de Epidemiologia da Sesapi, Amélia Costa, explica que os centros especializados recebem as amostras de hospitais e enviam uma porcentagem delas para os laboratórios que realizam o sequenciamento.

“Para que os genomas sejam sequenciados, essas amostras precisam ser de qualidade, por isso o Lacen toma todo cuidado com o acondicionamento para enviar as amostras”, esclareceu.

Esse sequenciamento é feito a partir do exame de RT/PCR, que é analisado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (Lacen-PI), que quando detecta a presença de variações do SARS-CoV-2. “Infelizmente ainda não existem testes rápidos ou antígenos que possibilitam a detecção de novas variantes de forma instantânea, então precisamos de um exame de RT/PCR, para que o laboratório de referência faça essa análise”, lamenta a epidemiologista.

O material coletado é enviado para o laboratório de referência, Instituto Evandro Chagas, na Bahia, que realiza o sequenciamento do vírus e descobre as variantes das linhagens conforme as diferenças que apresentam no material genético.

No Piauí não foi detectada a presença da variante indiana, porém já circulam pelo estado as variantes P1, P2 e a N9, consideradas preocupantes pelo poder de transmissibilidade acarretando em casos mais graves da doença.

“Mesmo não tendo essa indiana circulando no Piauí, os cuidados necessários para evitar a transmissão do vírus devem ser mantidos. Com isso a Sesapi intensificou as barreiras sanitárias, que orientam a população, e caso positivo nos testes rápidos, procure um hospital e faça a coleta para a realização do RT/PCR”, alerta Amélia Costa.

A especialista destaca que é importante seguir com os sequenciamentos, e quanto mais deles forem feitos, mais detalhes se terá sobre o vírus. “Além de poder identificar as mutações, sequenciar esse material permite ter mais conhecimento sobre as rotas de circulação do vírus e assim fazer ações mais efetivas de prevenção”, pontuou.

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