Piauí

Setut diz que greve não foi oficializada e pode acionar a Justiça

Segundo comunicado enviado pela entidade, a greve não foi oficializada pelo Sintetro e os empresários foram pegos de surpresa.
27/04/2020 11h20 - atualizado

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Teresina (Setut) informou que a paralisação realizada nesta segunda-feira, 27 de abril, pelos motoristas e cobradores não foi oficializada pela categoria e pegou os empresários de surpresa.

Desde as primeiras horas da manhã de hoje (27), 100% da frota de transporte coletivo da capital está com as atividades paradas. A categoria protesta pelo não pagamento de salários, ticket-alimentação e outros benefícios que estão sofrendo alterações por conta da pandemia do novo coronavírus.

  • Foto: Divulgação/Prefeitura de TeresinaStrans realiza vistorias anuais e diárias nos ônibus de TeresinaMotoristas e cobradores de ônibus realizam paralisação em Teresina.

Os salários foram reduzidos em razão de uma Medida Provisória publicada pelo Governo Federal, que determina a redução proporcional à diminuição da carga horária enquanto durar o período de emergência em saúde pública. Por conta disso, o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Transportes Rodoviários do Estado do Piauí (Sintetro-PI), Fernando Feijão, afirmou que nenhum ônibus sairá da garagem nesta segunda-feira.

De acordo com comunicado enviado pelo Setut à imprensa, a entidade afirma que “acionará os órgãos responsáveis para que sejam tomadas as medidas cabíveis e a população não seja ainda mais penalizada”.

Confira a nota enviada pelo Setut na íntegra:

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Teresina (SETUT) informa que as empresas foram surpreendidas na manhã desta segunda-feira (27) com a greve dos motoristas e cobradores. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro-PI) não oficializou a paralisação, conforme determina a lei que também prevê, em casos de greve, a manutenção de 30% do transporte público em circulação. Por conta da pandemia do novo coronavírus, a frota já estava circulando com percentual mínimo de 30%. Diante disso, o Setut acionará os órgãos responsáveis para que sejam tomadas as medidas cabíveis e a população não seja ainda mais penalizada.  

O Setut esclarece ainda que não houve, até o momento, nenhum acordo entre as empresas e o Sintetro. As reuniões que ocorreram, intermediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, objetivaram um acordo entre as categorias para evitar demissões no setor. Entretanto, não houve acordo desejado.

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