Coronavírus no Piauí

SINDHOSPI pede aumento na frota de ônibus coletivo em Teresina

Além do fim das restrições, o sindicato solicita também o aumento da frota de ônibus nos horários de pico para segurança dos trabalhadores.
02/09/2020 16h24 - atualizado

O Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Estado do Piauí (SINDHOSPI) encaminhou um ofício à Prefeitura de Teresina solicitando a revogação da restrição no atendimento no turno da manhã, do limite de funcionários dentro dos estabelecimentos e o aumento da frota de ônibus na capital.

De acordo com o presidente do SINDHOSPI, Jefferson Campelo, não é necessário que haja restrição na capacidade de ocupação em clínicas e hospitais, que com base no decreto é de 50% da capacidade, já que alguns estabelecimentos possuem dimensões diferentes.

“Se levarmos em conta que se deve obedecer a distância mínima de dois metros entre as pessoas, se mostra desnecessário que haja limitação de ocupação em 50% da capacidade do estabelecimento, pois isto já é decorrência lógica da própria necessidade de distanciamento de dois metros no local”, afirma o presidente.

Conforme o sindicato, algumas empresas podem funcionar com capacidade de lotação acima dos 50%, mas sem desrespeitar o distanciamento mínimo de dois metros. Quanto à disposição do Inciso II do art. 3, que fala sobre o limite diário de, no máximo, 30% do quadro de funcionários, o Sindicato sinaliza que a determinação impõe prejuízo no atendimento dos pacientes e a própria sobrevivência das empresas, que já esgotaram as medidas alternativas para manutenção do contrato de seus colaboradores.

“Com isso, tem se procedido a demissão de inúmeros colaboradores, medida que deve ser mantida, infelizmente, caso persista as restrições”, argumenta o sindicalista.

Já em relação à limitação de 30% do quadro de pessoal, o sindicato relata que a medida de distanciamento é capaz de determinar a capacidade de lotação do estabelecimento, sem haver necessidade de restringir o número de funcionários.

“As empresas possuem ambientes laborais distintos, uns mais amplos que outros, sendo que em alguns casos sequer a empresa pode ser aberta, visto que muitas dessas conta com apenas um ou dois colaboradores. Logo, como se poderia calcular o percentual nestes casos?”, questiona o presidente do SINDHOSPI.

O sindicato afirma ainda que o tratamento precoce da Covid-19 já é amplamente reconhecido no mundo, como medida essencial para se evitar o agravamento da doença. Para isso, exige-se a necessidade de leitos de Unidades de Terapia Intensivas (UTIs), muitas vezes em escassez.

“Então analisando por todos os prismas, a retirada das restrições em questão é medida que se impõe ao momento, sob pena de se trazer sérios agravos à saúde da população”, finaliza Jefferson.

O sindicato solicita também o aumento da frota de ônibus nos horários considerado de pico, de 6h às 9h e de 16h às 19h. Jefferson Campelo explica que os funcionários de hospitais e clínicas particulares têm passado longos períodos de espera nas paradas de ônibus. "Muitos empregados têm esperado até duas horas nas paradas de ônibus. Além de desumano, esta demora põe em risco a segurança dos trabalhadores, que ficam suscetíveis a assaltos, especialmente no turno da noite", alega.

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