Coronavírus no Piauí

Sintetro diz que ônibus não voltarão a circular em Teresina nesta terça

A Strans informou que irá ajuizar ação solicitando a decretação da ilegalidade da greve que já dura mais de 50 dias, através da intermediação do MPT.
06/07/2020 17h10 - atualizado

Em entrevista ao Viagora na tarde desta segunda-feira (06), o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário (Sintetro), Ajuri Dias, disse que a categoria só irá retomar as atividades, caso os empresários aceitem pagar os salários e benefícios estabelecidos na convenção coletiva 2020.

De acordo com o presidente do Sintetro, nesta segunda-feira a categoria se reuniu para avaliar a proposta do Ministério Público do Trabalho (MPT), porém, os cobradores e motoristas exigem que sejam pagos os salários, o ticket de alimentação e o plano de saúde.

  • Foto: Divulgação/Prefeitura de TeresinaStrans realiza vistorias anuais e diárias nos ônibus de Teresinaônibus coletivo

“A gente estava reunido em assembleia lá no Clube dos Rodoviários, e a gente submeteu a categoria a apreciação da resposta do Ministério Público, e aí a categoria concordou em retornar. Só que tem um ímpasse em relação à questão do retorno, eles exigiram que seja assinada a convecção coletiva com os valores de salários e do ticket de alimentação, e plano de saúde atuais. Então, tem um impasse aí que eles não abriram mão de retornar sem os benefícios”, relata o vice-presidente.

Segundo o sindicalista, a categoria solicita estrutura, equipamentos de proteção Individual (EPIs) e pedem que todos os funcionários das empresas de ônibus sejam testados para a Covid-19, garantindo a segurança dos funcionários e dos usuários do transporte coletivo.   

“Eles [motoristas e cobradores] falam que tem que ter um protocolo em relação à saúde, tem a questão que eles querem fazer teste rápido para saber se estão doentes para não transmitir para o usuário. Eles querem ver a questão das estruturas de final de linhas, porque tem locais que não tem lugar deles fazerem necessidades. Então a gente tá solicitando essa estrutura [...] A categoria não aprovou o retorno, ela volta se garantir, além dessas questões de estrutura, garantir a manutenção da convenção coletiva 2020, os benéficos e os salários”, explica Ajuri Dias.

Outro lado

Conforme nota enviada ao Viagora pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Teresina (Setut), o órgão lamenta a nova posição do Sintetro.

“O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Teresina - SETUT lamenta profundamente a nova posição do Sintetro, que, em total desrespeito ao que acordou perante o Ministério Público do Trabalho (MPT), não mais irá acatar a sua sugestão de voltar a operação, mesmo estando em greve, porém com 70% da frota nos horários de Pico e 30% nos horários de entrepicos”, disse o Setut.

Já a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), comunica que o retorno da circulação do transporte público em Teresina foi suspenso por decisão do Sintetro, e relata que a decisão vai em desrespeito ao acordo com o Ministério Público do Trabalho.

“A Strans informa que a retomada do transporte público de Teresina foi suspensa após decisão do Sintetro, que descumpre o acordo feito com o Ministério Público do Trabalho (MPT). Os ônibus voltariam a operar a partir desta terça-feira (07), com 70% da frota de ônibus circulando nos horários de pico, de 6h às 9h e de 16h às 19h”, explicou a Strans em nota.

Ainda segundo a Strans, uma ação será ajuízada solicitando a decretação da ilegalidade da greve que já dura mais de 50 dias, através da intermediação do MPT.

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