Piauí

Teresina gasta R$ 1 milhão por ano com remoção de lixo irregular

Segundo o gerente de obras e serviços da SAAD Leste, o valor que é destinado para remover o lixo descartado de forma irregular daria para construir 30 unidades habitacionais.
30/04/2021 16h49 - atualizado

Um levantamento realizado pela Superintendência das Ações Descentralizadas Leste (SAAD Leste) contatou que anualmente são gastos mais de R$ 1 milhão com a remoção irregular de lixo e resíduos espelhados por 28 pontos na zona Leste de Teresina.

De acordo com o gerente de serviços urbanos da unidade, Renato Lopes, anualmente são gastos R$ 1.416.000 (um milhão e quatrocentos e dezesseis mil reais) pela prefeitura para remover resíduos descartados de forma irregular.   

“São podas de árvores, material de construção, móveis velhos e animais mortos que são descartados irregularmente pelos moradores. Essa prática criminosa prejudica o meio ambiente, a saúde pública e até mesmo a economia. De segunda a sábado, fazemos essa remoção do lixo, jogado de qualquer forma em praças, terrenos e demais locais a céu aberto. O lixo descartado inadequadamente custa muito caro aos cofres públicos e poderia servir muito mais ao povo”, comentou Renato Lopes.

  • Foto: Divulgação/Prefeitura de TeresinaSAAD Leste gasta mais de R$ 1 milhão por ano com remoção de lixo irregularSAAD Leste gasta mais de R$ 1 milhão por ano com remoção de lixo irregular

Para o gerente de obras e serviços da SAAD Leste, Paulo Nunes Cordeiro, o valor que é destinado para remover o lixo descartado de forma irregular daria para construir 30 unidades habitacionais para moradores da região.

“Se houvesse mais conscientização de todos, poderíamos aplicar esse valor anual, de mais de um milhão, na construção de 30 casas de 50m², por exemplo, amenizando um pouco o déficit de moradia da população mais carente”, disse Paulo Nunes.

O superintendente da SAAD Leste, James Guerra, orienta a população para que sejam usados os 11 pontos de recolhimento de resíduos (PRR), instalados na região.

“É essencial que os moradores usem o PRR, pois se não houver essa atenção especial ao problema, que é crime ambiental, além de prejudicar o escoamento de água, durante o período chuvoso, entupindo sarjetas, galerias e córregos, pode trazer sérios riscos de contaminação do solo e poluição do ar. O cidadão pode utilizar também os PEVS, que são pontos de entrega voluntária (coletas seletivas), feitos para recolher resíduos, classificados de acordo com sua origem e depositados em contentores indicados por cores. Esses lixos poderiam, inclusive, estar movimentando a economia, sendo transformados em renda para famílias que vivem da reciclagem”, disse o superintendente.

Mais na Web