Coronavírus no Piauí

"Teresina tem mais de 80% de ocupação de leitos de UTI", diz COE

De acordo com o médico infectologista, apesar dos leitos clínicos terem apresentado uma diminuição significativa, o ideal seria essa taxa de ocupação de 70%.
28/05/2021 14h33 - atualizado

O membro do Comitê de Operações Emergenciais da Fundação Municipal de Saúde (COE), médico infectologista Walfrido Salmito, falou ao Viagora  sobre o número de ocupação em leitos de UTI em Teresina.

De acordo com o infectologista, apesar de os leitos clínicos terem apresentado uma diminuição significativa, a capital já está com mais de 80% de ocupação em leitos de UTI por Covid-19, quando o ideal seria 70%.

  • Foto: Luís Marcos/ ViagoraMembro do COE, Walfrido SalmitoMembro do COE, Walfrido Salmito

“O ideal é trabalhar com 70% de ocupação de leitos de UTI, a gente ainda está acima disso. Temos um pouco mais de 80% de leitos de ocupação em UTI e os leitos clínicos temos uma folga maior, a gente tem 65% de ocupação“, ressaltou.

Para Walfrido Salmito, os dados de síndromes gripais ainda são preocupantes, principalmente com a presença das variantes do novo coronavírus, pois possuem maior transmissibilidade. 

“A gente mantém um platô muito elevado de casos de síndrome gripal, a situação ainda não é uma situação tranquila, ainda é crítica, a gente tem muitas internações, apesar de que na última semana essas internações decresceram em torno de 17%, nas as síndromes gripais, que é aquele primeiro atendimento daqueles pacientes suspeitos de covid, elas estão em níveis alarmantes, níveis recordes. Nós temos uma grande quantidade de pessoas se infectando agora e mais tarde ela pode ser confirmada em covid-19 e ai aumentar significativamente novamente as internações”, frisou.

O médico ressalta que mesmo com a vacinação iniciada é necessário manter os devidos cuidados para que o município não volte a atingir o número máximo de internações em leitos de UTI.

“É preciso que a gente intensifique todos os cuidados, evite aglomerações, lave as mãos e tenha consciência de que a coisa não passou mesmo com a vacinação, que a gente precisa ainda de muito trabalho, muito cuidado pra que a gente não volte a ter aquele 100% de ocupação de leitos de UTI e enfermaria que tivemos meses atrás”, finalizou.

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