Política

Três deputados piauienses decidiram voto sobre denúncia contra Temer

Marcelo Castro (PMDB) e Silas Freire (Podemos) preferiram não responder à pesquisa.
  • RAYANE TRAJANO
11/07/2017 11h08

Entre os deputados federais piauienses, apenas o petista Assis Carvalho afirmou que é a favor da abertura de investigação contra Michel Temer (PMDB), de acordo com o levantamento feito pela Folha de São Paulo. Ontem (10), o relator da denúncia na CCJ da Câmara,Sérgio Zveiter (PMDB), se manifestou pela autorização de uma ação penal contra o presidente.

Os deputados Maia Filho (PP) e Átila Lira (PSB) afirmaram que são contra a denúncia. Heráclito Fortes (PSB) e Iracema Portella (PP) disseram que não vão se posicionar. Rodrigo Martins (PSB), Júlio César (PSD) e Paes Landim (PTB), afirmaram que ainda não sabem como irão votar. Esses dois últimos apesar de não revelar posicionamento, apareceram ao lado de Temer no pronunciamento oficial em que comentou a denúncia de corrupção passiva.

  • Foto: DivulgaçãoDeputados federais do PiauíDeputados federais do Piauí

Marcelo Castro (PMDB) e Silas Freire (Podemos) preferiram não responder à pesquisa.

Dos 513 deputados ouvidos pelo jornal, 152 se disseram a favor da denúncia, 64 são contra, 70 não vão se pronunciar, 122 não sabem e 104 preferiram não responder. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que não votará.

Tramitação

Após o parecer lido por Sérgio Zveriter na CCJ, o advogado de Temer, Antônio Mariz de Oliveira, se pronunciou discordando do parecer e da denúncia feita pelo Procurador-Geral da República Rodrigo Janot.

Após um pedido de vista, a sessão foi encerrado e deve ser retomada nesta quarta-feira (12), a partir das 11h. Após a discussão, os deputados devem votar, sendo que para aprovação é necessário que 34 dos 66 integrantes da comissão votem pela admissibilidade.

Caso o relatório seja aprovado, será encaminhado para votação no plenário da Câmara dos Deputados, lá é necessário que 2/3 dos deputados aprovem, ou seja, é necessário 342 dos 513 votos, independente da presença, para que haja autorização para o STF investigar o caso.

O presidente Michel Temer está sendo acusado de corrupção passiva, com base em delações de executivos da J&F, mas para que o Supremo Tribunal Federal analise o caso, é necessário que a Câmara dos Deputados dê permissão. 

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