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Vacina russa contra a Covid-19 terá versão voltada para crianças

Os testes serão feitos em maiores de 18 anos e a versão para crianças será feita a partir do produto final.
08/09/2020 10h30

A vacina russa contra a Covid-19, Sputinik V, está na terceira e última fase de testes e terá uma versão voltada para crianças. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo Centro Nacional de Pesquisa e Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, segundo a agência russa de notícias Sputinik News.

Serão feitas duas versões da vacina, após a última fase de pesquisa. Os testes serão feitos em adultos maiores de 18 anos e a versão adaptada para crianças será feita a partir do produto final da vacina, segundo explica o Centro Gamalyea.

"Haverá duas categorias de vacinas: para adultos e para crianças. Para as crianças será mais leve e menos reatogênica", afirmou o professor Aleksandr Butenko, do Centro Gamalyea, à Rádio Sputnik.

"A massa corporal de crianças é menor do que a de adultos, por isso a dose será reduzida. O sistema imunológico de uma criança pode não estar suficientemente desenvolvido como o de um adulto. De uma forma ou de outra, todas as vacinas possuem classificações, para crianças e adultos", ressaltou.

Foi informado ainda que a vacina, até o momento, tem destino às pessoas entre 18 e 60 anos de idade.

A vacina russa foi a primeira registrada no mundo contra a covid-19, em 11 de agosto. Ela se diferencia das demais que estão sendo desenvolvidas e estão em estágio avançado contra a doença no que se refere à sua composição.

É feita com dois vetores de adenovírus enfraquecidos, vírus que causa o resfriado comum em humanos, e fragmentos do novo coronavírus, para estimular o corpo a produzir anticorpos contra a doença e induzir imunidade a longo prazo. A vacina é intramuscular administrada em duas doses. A segunda deve ser aplicada 21 dias após a primeira.

No Brasil, deve passar por testes no Paraná, Bahia e Distrito Federal. O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) já enviou pedido para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para realizar testes da vacina no Estado. Depois de aprovados, os testes devem começar em 15 dias. O estudo deve contar com 10 mil voluntários no país, preferencialmente profissionais da saúde.

A aplicação em massa da vacina russa no Paraná pode acontecer já no início de 2021, a partir de doses importadas.

A vacinação do grupo de risco na Rússia já está prevista para ser feita em outubro. Na sexta-feira (4),a revista Lancet publicou que a vacina se mostrou segura nas fases 1 e 2 de testes em humanos, induzindo resposta imune forte sem provocar reações adversas graves.

Com informações do R7.

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