Política

“Vai enumerar os culpados”, diz Marcelo Castro sobre a CPI da Covid

De acordo com o senador, a CPI da Covid está sendo conduzida com autonomia e independência.
03/05/2021 06h27 - atualizado

O senador Marcelo Castro (MDB) falou, em entrevista ao Viagora, que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, que investiga a condução do Governo Federal durante a pandemia, está sendo conduzida com autonomia e independência para responsabilizar os culpados.

Segundo o senador, que foi ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff, o Brasil cometeu vários erros na condução da pandemia da Covid-19, principalmente em relação ao problema que houve na cidade de Manaus, quando pessoas começaram a morrer por falta de oxigênio.

  • Foto: Luís Marcos/ ViagoraSenador Marcelo CastroSenador Marcelo Castro

“Evidente que nós estamos entre os países que mais erraram na condução da pandemia. Primeiro, não tomamos as providências que os países que fizeram bem tomaram. Não fechamos nossas fronteiras em tempo hábil, não fizemos busca ativa, não fizemos testagem em massa. Não fizemos nada disso e tivemos um negacionismo muito grande. Disseram que a doença não ia matar ninguém, que era uma gripezinha, no máximo morreriam 800 pessoas. Chegamos a ter 4 mil mortos por dia. O Brasil tem 2,6% da população mundial e chegamos a ter 30% dos mortos por Covid no mundo. Quase todos os países do mundo fecharam as portas para os brasileiros, com medo da nova variante que surgiu em Manaus. [...] Diante desse quadro todo, a conclusão que temos é que cuidamos muito mal, e evidentemente que tudo isso resultou em uma CPI agravada por aquele problema que houve em Manaus, que escandalizou o Brasil e mundo, faltando oxigênio pra pessoas e as pessoas morrendo”, disse o senador.

Marcelo Castro comenta que é a favor da CPI, mas que não assinou o pedido porque, na visão dele, naquele momento havia outras demandas mais importantes, levando em consideração que o Brasil estava em um pico da doença. O senador destaca ainda que a CPI está sendo conduzida com autonomia e independência para “enumerar os culpados”.

“Eu não assinei a CPI, não sou contra que realize a CPI, mas aquele momento de um pico muito grande da pandemia eu achava que poderia deixar para fazer um pouco depois. Mas o fato é que a CPI tá investigando, vai cumprir o seu papel e a gente vê que a CPI está agindo com muita autonomia, com muita independência, e vai enumerar os culpados”, afirmou.

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