Piauí

Vendedores reclamam da falta de estrutura no Troca-Troca de Teresina

Segundo a SDU-Norte, a prefeitura já desenvolveu um projeto de requalificação do local, mas devido ao período eleitoral não será possível realizar o processo de licitação.
11/09/2020 08h35 - atualizado

 Localizado às margens do rio Parnaíba, na Avenida Maranhão, há mais 30 anos o Troca-troca é um dos mais tradicionais centros de comercialização popular de Teresina, mas com os passar do tempo, e com a falta de reformas, a estrutura da construção, que é patrimônio da cidade, preocupa os vendedores.

No local, cerca de 100 permissionários realizam a venda dos mais variados produtos, desde eletrodomésticos até móveis e consertos em geral. Segundo os eles, a Prefeitura de Teresina paga a energia e a água do estabelecimento, mas semanalmente os vendedores se reúnem e pagam uma taxa para custear os serviços do zelador, do segurança e outros problemas que eventualmente podem surgir, como relata um dos administradores, Fernando Sousa.

“Aqui são cerca de 100 permissionários, eles pagam uma taxa, e através dessa taxa a gente possa pagar o vigia e o zelador, mas entre nós mesmo aqui, nada de fora. Se chagar a faltar uma luz a gente já coloca, o banheiro se quebrar uma caixa a gente já ajeita. A gente se mantém entre nós mesmo”, afirma um dos administradores.

O troca-troca foi fundado em 1985, e além de ser um local de compras, é ponto turístico de Teresina devido a arquitetura da construção. Apesar do valor histórico para cidade, há muito tempo o local não passa por uma reforma e até goteiras já são percebidas pelos permissionários, como comenta Fernando.

“A gente tá precisando aqui que as autoridades apareçam aqui pra poder ajudar nós nessa reforma. O prédio tá em situação precária, há muitas goteiras, e nossos banheiros não estão 100% como deveriam estar. Como a gente tem a necessidade de estar aqui a gente tem que usar da forma que tá”, comenta.

Já o vendedor Valdemar Nunes, que há mais de 40 anos trabalha no local, antes mesmo da construção do Troca-troca, relata que sem uma forma, irá ficar cada vez mais complicado o trabalho dentro do estabelecimento.

“Essa estrutura aqui é porque já tá velha mesmo, você pode ver que já tá com aquelas telhas estouradas. Se não reforma vai ficar difícil de nós trabalhar aqui”, afirma o vendedor.

Além dos problemas na infraestrutura, o permissionário João Magalhães relata que quando chove a água que vem das ruas invade o Troca-troca por ser um local mais baixo, já que não há uma galeria.

“Quando chove entra água por causa da galeria, porque aqui não tem galeria. A água descia de lá, passava aqui dentro e ia lá para o outro lado [caindo no rui]”, afirma.

De acordo com o arquiteto da SDU Centro/Norte, Rômulo Marques, a Prefeitura de Teresina já desenvolveu um projeto de requalificação do Troca-troca, mas devido ao período eleitoral não será possível realizar o processo de licitação. Ele ressalta que a obra é uma das prioridades da SDU e deve ser realizada assim que foi liberado.

“Fizemos o projeto ao longo desse ano, levantamento necessário. Não é qualquer intervenção que deve ser feita naquela área porque além dela ter uma importância social muito grande ela tá sediada em um bem patrimonial que é a feira do Troca-troca. A gente desenvolveu o projeto, já está na fase de orçamento, mas por conta do período eleitoral não vai poder iniciar o processo licitatório agora, mas assim que foi liberado, acredito que é uma licitação prioritária da SDU Centro/Norte. Além de propor a requalificação do edifício em si, a quer dar melhor infraestrutura pros boxes, pros expositores”, afirma o arquiteto do SDU.

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