Política

Vereador Dudu realiza vistoria em documentações na Strans

De acordo com o vereador, foram encontradas uma grande quantidade de multas em aberto por infrações ao cumprimento da licitação e que são enviadas ao Setut.
29/07/2021 16h00 - atualizado

Nesta quinta-feira (29), o vereador e presidente da CPI do Transporte Público, Dudu Borges, esteve na Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), para uma vistoria nas documentações disponibilizadas.

Conforme o vereador, o objetivo da vistoria foi conferir como se dão as fiscalizações e sistematização do transporte coletivo da capital. Na oportunidade, ele também reuniu-se com o superintende da Strans, major Cláudio Cardoso.

  • Foto: DivulgaçãoDudu faz vistoria na StransDudu faz vistoria na Strans

De acordo com Dudu, foram encontradas uma grande quantidade de multas em aberto por infrações ao cumprimento da licitação e que são enviadas ao Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut).

“Aqui deve ter milhões do povo de Teresina. Em três anos o Setut recebeu R$65 milhões e não fez um ajuste de contas. A negligência de gestões anteriores me deixa cada vez mais estarrecido. Estamos mostrando à população o que temos de controle do poder público em cima do transporte e que envergonha a todos nós”, ressaltou.

Dentre outras análises, o presidente da CPI também se deparou com o descumprimento da ordem de serviço dada pela Strans sobre a quantidade de circulação de ônibus na capital.

“A ordem de serviço estabelece que 188 ônibus circulem diariamente pela cidade, mas a média nunca chega a esse número. Para se ter uma ideia, rodam apenas cerca de 130. A situação se agrava nos fins de semana. No sábado eram para circular 130 ônibus e apenas 46 vão às ruas. Já no domingo a quantidade deveria ser de 55 e somente 6 ônibus circulam, uma quantidade muito menor do que o estabelecido”, explicou.

O vereador afirmou que o papel da CPI é investigar cada detalhe dessa situação, que segundo ele, quem paga a conta é o povo.

“A licitação é descumprida, a ordem de serviço de circulação dos ônibus não é regularizada e quem paga a conta é o povo, que é constantemente humilhado por esse sistema falho. No entanto, o papel da CPI é investigar cada detalhe dessa situação e temos dado passos cada vez mais importantes. O trabalho segue firme e logo daremos uma resposta à população e uma solução para esse problema que se arrasta há tanto tempo”, concluiu.

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