Saúde

Wellington Dias pede doações de vacinas contra Covid a Joe Biden

O apelo foi feito após elevada preocupação com o momento atual que enfrenta a nação brasileira, sob a ameaça de enfrentar uma terceira onda da covid-19.
26/05/2021 11h03 - atualizado

Nessa terça-feira (25), o governador do Piauí e Coordenador da temática Estratégia para vacina contra Covid-19, Wellington Dias, enviou um pedido de ajuda humanitária ao presidente do Estados Unidos, Joe Biden.

O oficio representa o Fórum dos Governadores e solicita a disponibilização de, ao menos, 10 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, das 80 milhões que os Estados Unidos da América anunciaram que compartilharia com outras nações, como forma de antecipação de contratos firmados com a Pfizer, Astrazeneca e Janssen.

O apelo foi feito após elevada preocupação com o momento atual que enfrenta a nação brasileira, sob a ameaça de enfrentar uma terceira onda com números expressivos de contaminação e óbitos diante do rápido espraiamento de novas variantes da covid-19, mais letais e contagiosas, em território nacional.

Para os gestores, somente a disponibilização de imunizantes é capaz de reverter a previsão de mais 200 mil mortes entre a população brasileira até setembro deste ano, o que chamaram de “inaceitável”.

No texto do documento, os governadores ressaltaram que é necessário considerar que 80% da população brasileira ainda não foi vacinada, o que potencializa os riscos de disseminação do vírus.

“Essa trágica situação faz com que o Brasil figure, junto com a Índia, na classificação de alto risco, caracterizando-o como potencial deflagrador de uma grave crise social e econômica sem precedentes, com consequências negativas para além das suas fronteiras. Ademais, é necessário considerar que, lamentavelmente, 80% da população brasileira ainda não foi vacinada, o que potencializa sobremaneira os riscos de disseminação da doença”, diz trecho do documento.

O coordenador do tema vacina do Fórum do Governadores, Wellington Dias, afirmou que os governadores acreditam nos laços históricos de fraternidade que unem os povos e que aguardam acolhimento do pleito.

“A nossa meta é salvar vidas, e hoje sabemos que a vacinação é o passo mais importante nessa luta contra o vírus e vamos buscar vacinas, em todos os locais disponíveis. É uma questão humanitária”, destacou.

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