Política

Wellington diz que 19 estados entrarão em colapso sem Reforma

O governador do Piauí defende que o Congresso construa uma proposta alternativa de mudança nas regras da aposentadoria.
  • DA REDAÇÃO
14/04/2019 17h58 - atualizado

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), é contrário ao texto da reforma da Previdência apresentado pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL). Ele defende, no entanto, que o Congresso construa uma proposta alternativa de mudança nas regras da aposentadoria, sob pena de colapso das contas públicas até 2022 em 19 estados brasileiros.

  • Foto: Hélio Alef/ViagoraGovernador Wellington Dias discursou na cerimônia de posse na Alepi.Governador Wellington Dias busca mudanças no texto apresentado pelo Governo Federal.

“Não estou falando de muito tempo não. Estou falando de agora. E não é só a questão da Previdência. Tem que ter Previdência e tem que ter a capacidade de fazer a economia crescer”, alertou o governador.

O governador tem sido um importante interlocutor dos governadores do Nordeste e tem conversado com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sobre a necessidade de o Legislativo, em articulação com os demais chefes estaduais e prefeitos, assumir o protagonismo de construção de uma proposta. “Vai me dizer que cada governador não tem 80 votos aqui?”, questionou.

Bode
Sobre a questão do Benefício de Prestação Continuada, o chamado BPC, para o qual o governo propôs cortes na emenda da Previdência, Dias avaliou que trata-se da estratégia conhecida como “bode” nos meios políticos. Ou seja: coloca-se a medida com o objetivo de ela ser tirada e encobrir as demais discussões sobre o tema. “BPC não é Previdência”, opinou.

“Se a estratégia é essa, já foi usada muitas vezes e, hoje, com a velocidade da comunicação, a possibilidade de isso atrapalhar o todo é muito grande. Então, tira isso. Não tiraram e o bode está fedendo na sala”, avaliou.

Fundo
Entre as propostas pensadas pelo governador que poderiam constar em uma possível reforma, está a criação, por parte dos estados, de um fundo para equilíbrio atuarial da Previdência. Esse fundo seria abastecido por receitas dos estados e novas receitas a serem criadas a partir de novas medidas.

Uma sugestão do governador e de seu partido, por exemplo, seria passar a cobrar uma contribuição sobre distribuição de lucros e dividendos das empresas. “É uma boa receita. O meu partido defende isso”, observou.

O objetivo do fundo seria financiar quem já se aposentou, recebe pensão ou está se aposentando agora. “O Brasil não começa hoje. E as pessoas que já se aposentaram? E as que estão se aposentando? E quem é pensionista? Como fica?”, questionou, alegando que a proposta do governo não responde a essas perguntas.

Com informações do Metrópoles

Mais na Web