Saúde

Wellington envia carta a Bolsonaro sobre compra de insumos para vacina

O governador do Piauí, como representante do Fórum dos Governadores do Brasil, pediu ao presidente Bolsonaro que abra diálogo com China, Índia e Rússia para garantir a entrega de insumos para vacina.
21/01/2021 08h45 - atualizado

Nesta quarta-feira, 20 de janeiro, o governador do Piauí, Wellington Dias, na condição de presidente do Consórcio Nordeste e representante do Fórum dos Governadores do Brasil, protocolou uma carta ao presidente da República, Jair Bolsonaro, com um pedido visando garantir a vacinação do povo brasileiro contra o novo coronavírus.

Dias pede no documento que o governo federal acione a diplomacia brasileira, para abrir diálogo junto à China, Índia e Rússia, países produtores do imunizante, a fim de garantir a entrega do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) para a produção das vacinas no Brasil, através de Institutos como Butantã e a Fiocruz.

“Assim como recebemos as doses para este início que comemoramos, precisamos garantir vacinas para os meses de fevereiro, março, abril, maio, até imunizar todos os brasileiros”, declarou Wellington Dias.

O IFA é a parte principal de uma vacina, um componente essencial para o imunizante. Para que as vacinas contra a Covid sejam feitas inteiramente no Brasil, o IFA deveria ser produzido aqui, mas tanto o Instituto Butantã quanto o BioManguinhos, da Fiocruz, dependem do Ingrediente Farmacêutico Ativo que é fabricado fora do país.

No ofício enviado à presidência, os 15 governadores signatários da Carta solicitam que “seja avaliada a possibilidade de estabelecimento de diálogo diplomático com os governos dos países provedores dos referidos insumos, sobretudo China e Índia, para assegurar a continuidade do processo de imunização no país”.

Através do documento, o governador do Piauí pretende conseguir apoio também de autoridades do Congresso Nacional, Poder Judiciário e ex-presidentes do Brasil, fortalecendo o pedido a Bolsonaro.

“Temos que pensar todos juntos, independente das diferenças do povo brasileiro. Salvar vidas!” pontua.

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