Política

Inquérito contra Ciro retorna para Edson Fachin após defesa

O inquérito é relativo a recebimento de propina da UTC Engenharia. Outras quatro pessoas também foram indiciadas no processo.
RAYANE TRAJANO
16/05/2017 17h30 - atualizado

O primeiro inquérito aberto contra o senador Ciro Nogueira no Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Lava Jato, está em fase avançada. Nessa segunda-feira (15), os autos foram encaminhados novamente para análise do ministro Edson Fachin, relator do processo, após petições dos acusados e posicionamento de Rodrigo Janot, Procurador-Geral da República. 

Além do senador, também foram denunciados no inquérito, Fernando Mesquita de Carvalho Filho, ex-assessor do senador, os advogados Fernando de Oliveira Hughes Filho e Sidney Sá das Neves, além do proprietário da empreiteira UTC Engenharia Ricardo Ribeiro Pessoa, condenado em junho do ano passado a 8 anos de prisão por corrupção e participação em organização criminosa.

  • Foto: Facebook/Ciro NogueiraSenador Ciro NogueiraSenador Ciro Nogueira

A denúncia trata de pagamento de propina, de forma oculta, pela UTC Engenharia S/A, por meio de seu presidente Ricardo Ribeiro Pessoa, ao Senador Ciro. As vantagens indevidas foram recebidas disfarçadamente pelo parlamentar com o auxílio de Fernando, Fernando de Oliveira Filho e Sidney Sá, de acordo com a denúncia do Ministério Público Federal.

Notificada, a defesa de Fernando Mesquita pediu a concessão em dobro do prazo para apresentação de sua resposta à acusação e a cópia integral dos autos. Os advogados de Ciro Nogueira também pediram “o amplo e irrestrito acesso” aos documentos, as duas petições foram negadas pelo ministro.

Após apresentadas as respostas pelos denunciados, o Procurador-Geral da República Rodrigo Janot, apresentou contestação e enviou os documentos novamente para avaliação do ministro relator.

Outro inquérito

No dia 14 de março de 2017, foi aberto um segundo inquérito contra Ciro Nogueira, também no âmbito da Operação Lava Jato. Nesse, o progressista é acusado de receber R$ 1,6 milhão em propina do grupo Odebrecht nos anos de 2010 e 2014.