TCE investiga denúncia contra prefeito de Parnaíba por irregularidades em recursos de R$ 9,6 milhões da COSIP
A investigação visa apurar supostas irregularidades na aplicação dos recursos da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (COSIP).A conselheira Waltânia Alvarenga, do Tribunal de Contas do Estado, está investigando uma denúncia, apresentada por João Carlos Guimarães Araújo, de supostas irregularidades na aplicação dos recursos da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (COSIP) da prefeitura de Parnaíba, administrada pelo prefeito Francisco Emanuel, em contrato firmado com a empresa Castro & Rocha Ltda (Lux Energia Brasil) no valor de R$ 9,6 milhões. A denúncia foi encaminhada ao Tribunal no dia 30 de setembro.
O denunciante relata que o prefeito contratou a empresa através de adesão à Ata de Registro de Preços nº 011/2024 – COPES (Processo Licitatório nº 015920/2025- PMP-PI) tendo por objeto contratação de empresa para fornecimento de insumos e mão de obra para manutenção, expansão e modernização do parque de iluminação pública, visando atender às demandas da secretaria de Infraestrutura, Habitação e Regularização Fundiária do Município.
João Carlos detalhou as possíveis ilegalidades na contratação da empresa: irregularidades na adesão à ata como substituto de licitação própria, por desconformidades com a Lei nº 14.133/2021; divergência entre as planilhas da ata e execução efetiva (“jogo de planilhas”), resultando em pagamentos superiores ao realmente executado; realização de pagamentos vultosos já efetivados em favor da empresa contratada, sem clareza quanto à compatibilidade da execução física com os valores liquidados; direcionamento em favor da Castro & Rocha; relatou a retirada de luminárias ainda em bom estado e reaproveitamento de materiais usados como novos.
A conselheira relatora consultou o sistema Contratos Web do Tribunal no dia 03/10/2025, porém não localizou qualquer registro de contratação entre o Município e a referida empresa.
“Considerando que a matéria é de ordem técnica e demanda análise documental especializada, bem como que há pedido de urgência, determino o encaminhamento dos autos à Divisão de Fiscalização de Licitações e Contratos - DFCONTRATOS para que analise e se manifeste sobre os fatos apresentados nessa denúncia, apreciando, em especial, a pertinência de eventual medida cautelar que possa ser adotada por esta Corte, com a maior brevidade possível”, finalizou a relatora.
Outro lado
O Viagora procurou o prefeito para falar sobre o assunto, mas o gestor não atendeu as ligações por telefone e não respondeu ao questionamento encaminhado pelo WhtasApp.
A reportagem também procurou a secretaria de comunicação sobre o caso, mas até o fechamento da reportagem não obtivemos resposta.