Teresina amplia diagnóstico da dengue com testes rápidos em UPAs e hospitais

Os exames estão disponíveis para grupos de risco e pacientes com sintomas graves; FMS aguarda envio de novos kits

A Fundação Municipal de Saúde anunciou a disponibilização de testes rápidos para diagnóstico da dengue em unidades de saúde de Teresina. Os exames já podem ser realizados nas UPAs dos bairros Satélite, Promorar e Renascença, além dos hospitais Buenos Aires e do Parque Piauí.

De acordo com a prefeitura, os kits, enviados pelo Ministério da Saúde, são destinados prioritariamente a grupos de risco, como crianças menores de dois anos, gestantes, idosos acima de 65 anos e pessoas com doenças crônicas. Pacientes com sinais de gravidade também estão entre o público-alvo.

Foto: Divulgação/ Prefeitura de Teresina
Testes rápidos da dengue já estão disponíveis em Teresina

Conforme as informações, o teste utilizado é o NS1 Dengue em cassete (ALLTEST), indicado entre o primeiro e o quinto dia após o início dos sintomas, período em que é possível identificar a presença do vírus na fase aguda. Apesar de auxiliar no diagnóstico, o resultado deve ser analisado em conjunto com avaliação clínica e outros exames. Um resultado negativo, por exemplo, não descarta a doença.

Segundo a enfermeira Adriana Brandim, da área técnica de arboviroses da FMS, cerca de mil testes foram distribuídos inicialmente entre as unidades. A expectativa é que novos kits cheguem na próxima semana para reforçar o atendimento.

A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pode evoluir para formas graves. Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, náuseas e manchas na pele. Em casos mais severos, podem surgir sangramentos, dor abdominal intensa e queda de pressão.

A enfermeira Vanessa Matos orienta que pessoas com sintomas procurem atendimento médico imediato para garantir diagnóstico e tratamento adequados. “A recomendação é que, diante dos sintomas, as pessoas procurem atendimento médico imediato para garantir diagnóstico e tratamento oportunos”, explica.

Já a presidente da FMS, Leopoldina Cipriano, reforça que o combate ao mosquito depende da colaboração da população, principalmente na eliminação de focos de água parada dentro das residências.

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