Pacientes com atrofia muscular espinhal passam a receber medicamento em casa em Teresina
A entrega domiciliar do Risdiplam é realizada por meio de parceria entre o Hospital Infantil Lucídio Portella e a Assistência Farmacêutica da Sesapi.Os pacientes com Atrofia Muscular Espinhal (AME) atendidos pelo Hospital Infantil Lucídio Portella (HILP), em Teresina, começaram a receber em casa o medicamento Risdiplam. A primeira entrega domiciliar foi realizada nessa quarta-feira (1º), por meio do programa Medicamento em Casa, desenvolvido em parceria entre o hospital e a Diretoria de Unidade da Assistência Farmacêutica (DUAF), da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi).
Nesta primeira etapa, o serviço é destinado aos pacientes residentes em Teresina que fazem uso contínuo do medicamento para o tratamento da doença.
Uma das primeiras beneficiadas foi Ana Clara Dias, que agora passa a receber o remédio diretamente em sua residência. Segundo a mãe da paciente, Marilene da Conceição, o tratamento trouxe melhorias significativas para a saúde da filha.
"Nem gripe ela teve mais. Depois que minha filha passou a usar o Risdiplam, ela está mais forte e até a fala melhorou. Só tenho a agradecer pela melhoria da saúde dela", relatou.
Conforme as informações, o Risdiplam é utilizado no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal por estimular a produção da proteína SMN, essencial para a sobrevivência dos neurônios motores. O uso contínuo do medicamento ajuda a reduzir a perda dessas células e pode contribuir para a melhora da força muscular e das funções motoras dos pacientes.
“Nosso objetivo é garantir mais dignidade, conforto e segurança para os pacientes e suas famílias. A entrega domiciliar do Risdiplam demonstra o compromisso da Sesapi em fortalecer uma assistência farmacêutica mais humanizada e acessível, especialmente para pacientes que enfrentam limitações de locomoção”, explica o diretor-geral da Diretoria de Unidade da Assistência Farmacêutica (DUAF), Dr. Manoel Pinheiro.
De acordo com a Sesapi, a entrega domiciliar busca facilitar o acesso ao tratamento, principalmente para pessoas com dificuldades de locomoção, reduzindo a necessidade de deslocamentos até as unidades de saúde e contribuindo para a continuidade da terapia.