Desemprego cai para 5,6% e registra menor taxa para o trimestre, aponta IBGE

O número de pessoas ocupadas cresce, rendimento médio sobe em relação ao ano passado e informalidade recua no país

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, alcançando o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma redução em relação ao trimestre móvel anterior, encerrado em fevereiro, quando a taxa era de 5,8%. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando o índice foi de 6,2%, a queda também foi significativa.

Foto: Reprodução
Carteira de Trabalho.

Conforme os dados do levantamento, o Brasil encerrou o período com 6,1 milhões de pessoas desocupadas, número considerado estável em relação ao trimestre anterior, quando havia 6,2 milhões de desempregados. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve redução de 9,3%, quando o país registrava 6,7 milhões de pessoas sem ocupação.

Ao mesmo tempo, a população ocupada chegou a 102,7 milhões de trabalhadores, crescimento de 0,5% em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, o equivalente a mais 558 mil pessoas inseridas no mercado de trabalho.

A Pnad Contínua acompanha a situação do mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais, considerando trabalhadores com carteira assinada, sem carteira, temporários, autônomos e empregadores. Pela metodologia do IBGE, é considerada desocupada apenas a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento é realizado em cerca de 211 mil domicílios distribuídos por todos os estados e pelo Distrito Federal.

O rendimento médio mensal dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.726, mantendo estabilidade em relação ao trimestre anterior, quando era de R$ 3.756. Na comparação com maio de 2025, houve aumento real de 4%, já descontados os efeitos da inflação.

A pesquisa também mostrou que a taxa de informalidade ficou em 37,3%, o equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores. O percentual é ligeiramente inferior ao registrado um ano antes, quando era de 37,8%. O IBGE considera informais, entre outros, empregados sem carteira assinada e trabalhadores por conta própria sem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Outro indicador apresentado foi o da contribuição à Previdência Social. Segundo o levantamento, 66,6% dos trabalhadores ocupados, cerca de 68,4 milhões de pessoas, contribuíram para algum regime previdenciário, garantindo acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio por incapacidade e pensão por morte.

Desde o início da série histórica da Pnad Contínua, o menor índice geral de desemprego registrado pelo IBGE foi de 5,1%, no último trimestre de 2025. Já a maior taxa foi de 14,9%, observada nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, durante o período mais crítico da pandemia.

Com informações do site: Agência Brasil

Mais conteúdo sobre:

IBGE

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua)

Veja também