Sem muita fé Verdão espera "fator Edilson" para anular jogo com o Internacional
Palmeiras relembra escândalo e confissão de sete anos atrás para acreditar em reviravolta. Barcos revela suposto deboche de delegado após partida
O Palmeiras sabe que as chances de conseguir a anulação do jogo contra o Internacional são quase nulas. Isso porque, apesar de relatos de testemunhas, o clube não tem provas concretas de que o gol de Barcos, no segundo tempo, foi anulado com intereferência externa – da tecnologia e do delegado Gerson Baluta, que não pode influenciar na decisão dos árbitros. Assim, o clube se apega a uma única possibilidade, bastante improvável: a confissão de um dos envolvidos, tal qual o caso do ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho, em 2005.
O caso Edilson foi o último que causou a anulação de partidas de Série A pela CBF – foram 11 no total, todas sob suspeita de terem sido “contaminadas” pelo árbitro, que participava de um esquema de manipulação de resultados. O escândalo ficou conhecido como Máfia do Apito, estourou no meio do Campeonato Brasileiro e contou com a confissão de Edilson, que admitiu participar de um esquema com apostadores. Por isso, o STJD anulou todos os jogos apitados por ele até então.
O atual caso do Palmeiras é diferente, claro, e as esperanças diminuíram consideravelmente depois que a súmula do jogo contra o Inter foi divulgada. A frase “Nada houve de anormal” soou como uma afronta aos dirigentes alviverdes, que acusam a arbitragem de se esquivar dos problemas.
– Na atual situação, as provas testemunhais não são tão fortes para os tribunais. Por isso, seria necessário algo mais contundente, uma confissão. Mas, com essa súmula sem pé nem cabeça que foi publicada, ninguém vai assumir nada – reclamou o diretor jurídico Piraci Oliveira.
– O delegado falou a alguém do clube que já estava feliz, mesmo se a CBF não o levasse mais a nenhum jogo. Obviamente disse isso porque estava prejudicando o Palmeiras – afirmou o Pirata.
A diretoria tomou conhecimento do relato do atacante, mas não tem provas concretas do suposto deboche de Gerson Baluta.
Na tarde de segunda, o presidente Arnaldo Tirone foi à sede da Federação Paulista de Futebol em busca de alento de Marco Polo Del Nero, presidente da entidade e vice regional da CBF. No entanto, a sensação dentro do Palmeiras é de que a reclamação é meramente formal. O jeito é tentar vencer os cinco jogos restantes para se livrar do rebaixamento.
O caso Edilson foi o último que causou a anulação de partidas de Série A pela CBF – foram 11 no total, todas sob suspeita de terem sido “contaminadas” pelo árbitro, que participava de um esquema de manipulação de resultados. O escândalo ficou conhecido como Máfia do Apito, estourou no meio do Campeonato Brasileiro e contou com a confissão de Edilson, que admitiu participar de um esquema com apostadores. Por isso, o STJD anulou todos os jogos apitados por ele até então.
O atual caso do Palmeiras é diferente, claro, e as esperanças diminuíram consideravelmente depois que a súmula do jogo contra o Inter foi divulgada. A frase “Nada houve de anormal” soou como uma afronta aos dirigentes alviverdes, que acusam a arbitragem de se esquivar dos problemas.
– Na atual situação, as provas testemunhais não são tão fortes para os tribunais. Por isso, seria necessário algo mais contundente, uma confissão. Mas, com essa súmula sem pé nem cabeça que foi publicada, ninguém vai assumir nada – reclamou o diretor jurídico Piraci Oliveira.
Imagem: ReproduçãoClique para ampliar
Confissão de Edilson Pereira de Carvalho gerou cancelamento de jogos em 2005
Por outro lado, as possibilidades de uma suposta confissão são maiores. Ela pode partir do árbitro Francisco Carlos Nascimento, do quarto árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima, ou até do delegado do jogo, Gerson Baluta. Este último, aliás, também pode ser utilizado como prova para tentar a impugnação da partida. Isso porque o atacante Barcos relatou supostos insultos do delegado aos jogadores do Palmeiras.
Confissão de Edilson Pereira de Carvalho gerou cancelamento de jogos em 2005– O delegado falou a alguém do clube que já estava feliz, mesmo se a CBF não o levasse mais a nenhum jogo. Obviamente disse isso porque estava prejudicando o Palmeiras – afirmou o Pirata.
A diretoria tomou conhecimento do relato do atacante, mas não tem provas concretas do suposto deboche de Gerson Baluta.
Na tarde de segunda, o presidente Arnaldo Tirone foi à sede da Federação Paulista de Futebol em busca de alento de Marco Polo Del Nero, presidente da entidade e vice regional da CBF. No entanto, a sensação dentro do Palmeiras é de que a reclamação é meramente formal. O jeito é tentar vencer os cinco jogos restantes para se livrar do rebaixamento.
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