"Técnico mais barato do circuito" tio não quis ler biografia de Rafael Nadal
Toni Nadal optou por não receber salários para manter liberdade de tomar decisões na rotina de treinamentos e torneios do sobrinho.
Antes da primeira conversa com os jornalistas brasileiros em São Paulo, Toni Nadal passava a imagem de um homem sério e rígido. Talvez por conta de alguns trechos de “Rafa, minha história”, biografia de Rafael Nadal, escrita pelo próprio tenista e por John Carlin. No livro, o espanhol relata algumas brigas e detalhes da convivência com o tio, também seu técnico desde a infância. Mas, entre piadas e saídas engraçadas, o treinador passou uma postura mais tranquila que a esperada. Ainda que mostre não se importar muito com isso.
- Não li e não tenho interesse algum em ler. Conheço muito bem a história dele e prefiro não ver isso em passagens no livro. Creio que as traduções em inglês e em português não são tão precisas, mas estou seguro de que não há problema algum.
Toni afirma que o sobrinho teve a sorte de nascer em uma família de esportistas. Ex-tenista profissional, lembrou também do irmão, Miguel Nadal, zagueiro que disputou três Copas do Mundo de futebol (1994, 1998 e 2002) e foi ídolo no Barcelona. Afirma que seu maior papel no comando da carreira de Rafael foi tê-lo ajudado a manter os pés no chão. Para conseguir isso, recusou até a receber salário do sobrinho.
- Ele teve muita sorte por ter o técnico mais barato do circuito (risos). Tênis é um esporte individual, e o jogador paga o treinador. Então, estabelecem uma relação complicada. Se não gostar de algo, manda embora. Quando chegou um momento em que ele estava despontando, minha irmã quis conversar sobre o tema econômico. Eu disse que não queria cobrar, para ter a possibilidade de dizer o que queria. E olha que cada palavra teria me custado muito (risos). Isso serviu para que ele saiba que estou no comando. Ele tem um treinador bastante normal, mas não pode me dizer o que quiser. É o que às vezes dá problema, o tenista pode perder o norte muito rápido. Sempre busquei o caminho mais fácil e sabia que o mais fácil era mantê-lo com os pés no chão - disse o técnico, que recebe parte da premiação dos títulos do sobrinho.
O treinador afirma ter sempre se preocupado em orientar Rafael Nadal também na área pessoal. Toni diz que viu no sobrinho potencial para se tornar um grande jogador desde o início, mas que ainda o classifica como um caso diferente do de Roger Federer, por exemplo. Para o técnico, o suíço é melhor que o espanhol, ainda que seu pupilo leve vantagem no histórico entre os dois (18 vitórias contra dez do número 1 do mundo).
- Minha preocupação sempre foi com a formação de caráter e da técnica. Sou o tio do Rafael e sempre vi nele um garoto que poderia ser um grande jogador. Aos 7, 8 anos, já estava convencido. Primeiro, porque era seu tio. Segundo, porque apontava ter boas condições. Ele sempre teve um grande coração, sempre fez as coisas com mais intensidade. Federer é melhor que ele. (Novak) Djokovic provavelmente tem um físico melhor que o dele. Mas ele tem mais coração. E isso faz com que ele chegue a bolas impossíveis, que jogue cada ponto como se fosse o último. (...) Nas vezes que Rafael venceu Federer foi porque Federer não foi tão bem. Quando nos venceu, é porque é superior. Para Rafael, é mais difícil vencer. Federer é melhor.
No período em que Nadal se recupera de uma lesão crônica nos joelhos, Toni tem ministrado palestras para outros técnicos ao redor do mundo. Na semana passada, conversou com treinadores argentinos. Nesta, falou com brasileiros. Ele, no entanto, afirma que não dá a receita para descobrir novos talentos como seu sobrinho.
- Não buscamos outro Nadal. Até porque não queremos que alguém faça mais do que nós (risos). Já há muitos bons jogadores. Nadal não é um tipo especial. É bom que tenha se tornado uma referência, mas acho que se um jovem trabalha bem e se esforça, poderá conseguir o que o Rafael conseguiu. A maioria das coisas não é tão difícil. É muito difícil ser um Messi - me perdoe, Brasil (risos) -, um Federer, mas poderá ser um bom jogador. No Brasil, seguramente tem gente que poderia – afirmou o técnico.
Imagem: ReproduçãoClique para ampliar
Toni Nadal dá palestras enquanto Rafa trata os joelhos lesionados
O técnico parece não se importar nem mesmo com o que diz seu sobrinho. Toni Nadal afirma, por exemplo, nunca ter lido a biografia de seu pupilo. Soube de algumas passagens através da imprensa, mas não se abalou, nem mesmo conversou com o tenista sobre o assunto.
Toni Nadal dá palestras enquanto Rafa trata os joelhos lesionados- Não li e não tenho interesse algum em ler. Conheço muito bem a história dele e prefiro não ver isso em passagens no livro. Creio que as traduções em inglês e em português não são tão precisas, mas estou seguro de que não há problema algum.
Toni afirma que o sobrinho teve a sorte de nascer em uma família de esportistas. Ex-tenista profissional, lembrou também do irmão, Miguel Nadal, zagueiro que disputou três Copas do Mundo de futebol (1994, 1998 e 2002) e foi ídolo no Barcelona. Afirma que seu maior papel no comando da carreira de Rafael foi tê-lo ajudado a manter os pés no chão. Para conseguir isso, recusou até a receber salário do sobrinho.
- Ele teve muita sorte por ter o técnico mais barato do circuito (risos). Tênis é um esporte individual, e o jogador paga o treinador. Então, estabelecem uma relação complicada. Se não gostar de algo, manda embora. Quando chegou um momento em que ele estava despontando, minha irmã quis conversar sobre o tema econômico. Eu disse que não queria cobrar, para ter a possibilidade de dizer o que queria. E olha que cada palavra teria me custado muito (risos). Isso serviu para que ele saiba que estou no comando. Ele tem um treinador bastante normal, mas não pode me dizer o que quiser. É o que às vezes dá problema, o tenista pode perder o norte muito rápido. Sempre busquei o caminho mais fácil e sabia que o mais fácil era mantê-lo com os pés no chão - disse o técnico, que recebe parte da premiação dos títulos do sobrinho.
O treinador afirma ter sempre se preocupado em orientar Rafael Nadal também na área pessoal. Toni diz que viu no sobrinho potencial para se tornar um grande jogador desde o início, mas que ainda o classifica como um caso diferente do de Roger Federer, por exemplo. Para o técnico, o suíço é melhor que o espanhol, ainda que seu pupilo leve vantagem no histórico entre os dois (18 vitórias contra dez do número 1 do mundo).
- Minha preocupação sempre foi com a formação de caráter e da técnica. Sou o tio do Rafael e sempre vi nele um garoto que poderia ser um grande jogador. Aos 7, 8 anos, já estava convencido. Primeiro, porque era seu tio. Segundo, porque apontava ter boas condições. Ele sempre teve um grande coração, sempre fez as coisas com mais intensidade. Federer é melhor que ele. (Novak) Djokovic provavelmente tem um físico melhor que o dele. Mas ele tem mais coração. E isso faz com que ele chegue a bolas impossíveis, que jogue cada ponto como se fosse o último. (...) Nas vezes que Rafael venceu Federer foi porque Federer não foi tão bem. Quando nos venceu, é porque é superior. Para Rafael, é mais difícil vencer. Federer é melhor.
No período em que Nadal se recupera de uma lesão crônica nos joelhos, Toni tem ministrado palestras para outros técnicos ao redor do mundo. Na semana passada, conversou com treinadores argentinos. Nesta, falou com brasileiros. Ele, no entanto, afirma que não dá a receita para descobrir novos talentos como seu sobrinho.
- Não buscamos outro Nadal. Até porque não queremos que alguém faça mais do que nós (risos). Já há muitos bons jogadores. Nadal não é um tipo especial. É bom que tenha se tornado uma referência, mas acho que se um jovem trabalha bem e se esforça, poderá conseguir o que o Rafael conseguiu. A maioria das coisas não é tão difícil. É muito difícil ser um Messi - me perdoe, Brasil (risos) -, um Federer, mas poderá ser um bom jogador. No Brasil, seguramente tem gente que poderia – afirmou o técnico.
Facebook
Veja também
Japão e Suécia se enfrentam nesta quinta na última rodada da fase de grupos
O Japão e a Holanda possuem quatro pontos e quatro gols de saldo, mas a equipe europeia tem vantagem por ter marcado mais vezes.África do Sul vence a Coreia do Sul por 1 a 0 e avança para o mata-mata
A África do Sul teve mais posse de bola no primeiro tempo, e aos seis minutos, assustou com um chute de Mofokeng.Brasil vence a Escócia por 3 a 0 e garante vaga no mata-mata da Copa do Mundo de 2026
A partida válida pela terceira e última rodada do Grupo C da fase de grupos da Copa do Mundo ocorreu no Estádio de Miami.Atleta piauiense é convocado para competição de base da canoagem mundial no Canadá
A competição será realizada entre os dias 01 e 05 de julho.Messi se torna o maior artilheiro em Copas do Mundo após jogo contra a Áustria
Com os dois que marcou, chegou a 18, assumindo também a artilharia da Copa deste ano, com quatro gols.










E-mail
Messenger
Linkedin
Gmail
Tumblr
Imprimir