O jogador Seedorf condena concentração e opina: "O importante é se cuidar"
Holandês exalta crescimento do esporte no país, mas critica rotina e simulações de faltas: "Temos muitas quedas que não existem"
“Uma relação entre criança e adulto”: foi assim que o holandês Clarence Seedorf definiu o que pensa sobre as concentrações no futebol, em participação na gravação do programa Altas Horas, da TV Globo. Crítico à rígida rotina imposta pelos clubes tanto nos jogos em casa como fora, o jogador do Botafogo usou o exemplo do Barcelona para criticar o afastamento da família a que os atletas são submetidos.
– Isso é uma coisa que vem do passado. A gente se prepara bastante e, muitas vezes, por logística, precisa viajar dias antes do jogo. Mesmo nas partidas em casa há concentração. O Barcelona, por exemplo, não faz isso. Todos (os jogadores) têm família, filhos, e gostam de dormir em casa. Nenhum resultado científico prova qualquer benefício da concentração. Muito pelo contrário – afirmou.
Hoje com 36 anos, Seedorf disse ver bastante crescimento no futebol brasileiro, mas ponderou o elogio, reafirmando sua irritação com o excesso na simulação de faltas. O holandês acredita que diversos clubes do país fazem frente a rivais europeus e, se contarem com a colaboração de todos os elementos envolvidos no esporte, de jogadores a diretores, a tendência é de melhora gradual e progressiva.
– Cada um no Brasil tem de pensar no que pode melhorar. Hoje temos muitas quedas que não existem. Todos precisam fazer sua parte. O Michael Jackson tem uma música, chamada “Man in the mirror” (Homem no espelho, em português), que diz muito sobre isso. O futebol por aqui, em geral, está melhor. Temos clubes de nível europeu – avaliou.
A música citada pelo jogador começa com o seguinte trecho: “Eu vou fazer uma mudança/De uma vez em minha vida/Vai ser bom de verdade/Vou fazer uma diferença/Vou fazer isso direito”. No refrão, ilustra ainda melhor a questão de cada um fazer a sua parte: “Se você quer fazer do mundo um lugar melhor/Olhe para si mesmo e faça uma mudança”.
Animado, o jogador reafirmou seu amor pelo Brasil, principalmente pelo clima quente. Ele se mexeu bastante durante a apresentação da cantora inglesa Joss Stone e, em especial, da banda Turma do Pagode. Quando questionado sobre os programas que costuma fazer no país, citou o cinema como principal hobby e brincou: também gosta de “noitada”, mas com consciência.
Atualmente recuperando-se de lesão, Seedorf atuou durante 15 minutos na vitória por 3 a 0 sobre a Portuguesa, no último sábado, e treina intensamente para voltar a ser titular contra o Sport, domingo, na Ilha do Retiro. Com 54 pontos, na quinta colocação do Campeonato Brasileiro, o Botafogo ainda luta por uma vaga na Taça Libertadores da América.
– Isso é uma coisa que vem do passado. A gente se prepara bastante e, muitas vezes, por logística, precisa viajar dias antes do jogo. Mesmo nas partidas em casa há concentração. O Barcelona, por exemplo, não faz isso. Todos (os jogadores) têm família, filhos, e gostam de dormir em casa. Nenhum resultado científico prova qualquer benefício da concentração. Muito pelo contrário – afirmou.
Hoje com 36 anos, Seedorf disse ver bastante crescimento no futebol brasileiro, mas ponderou o elogio, reafirmando sua irritação com o excesso na simulação de faltas. O holandês acredita que diversos clubes do país fazem frente a rivais europeus e, se contarem com a colaboração de todos os elementos envolvidos no esporte, de jogadores a diretores, a tendência é de melhora gradual e progressiva.
– Cada um no Brasil tem de pensar no que pode melhorar. Hoje temos muitas quedas que não existem. Todos precisam fazer sua parte. O Michael Jackson tem uma música, chamada “Man in the mirror” (Homem no espelho, em português), que diz muito sobre isso. O futebol por aqui, em geral, está melhor. Temos clubes de nível europeu – avaliou.
A música citada pelo jogador começa com o seguinte trecho: “Eu vou fazer uma mudança/De uma vez em minha vida/Vai ser bom de verdade/Vou fazer uma diferença/Vou fazer isso direito”. No refrão, ilustra ainda melhor a questão de cada um fazer a sua parte: “Se você quer fazer do mundo um lugar melhor/Olhe para si mesmo e faça uma mudança”.
Animado, o jogador reafirmou seu amor pelo Brasil, principalmente pelo clima quente. Ele se mexeu bastante durante a apresentação da cantora inglesa Joss Stone e, em especial, da banda Turma do Pagode. Quando questionado sobre os programas que costuma fazer no país, citou o cinema como principal hobby e brincou: também gosta de “noitada”, mas com consciência.
Imagem: Reprodução
Holandês se animou ao som da Turma do Pagode no programa
– De vez em quando, também gosto de sair. O que eu faço no Botafogo, eu fiz durante toda minha carreira. Dizem que no futebol com mais de 30 você não aguenta, mas isso não tem nada a ver. Tem jogador de 25 parecendo que tem 40. O importante é se cuidar. Se beber e fumar, esquece – recomendou.
Holandês se animou ao som da Turma do Pagode no programaAtualmente recuperando-se de lesão, Seedorf atuou durante 15 minutos na vitória por 3 a 0 sobre a Portuguesa, no último sábado, e treina intensamente para voltar a ser titular contra o Sport, domingo, na Ilha do Retiro. Com 54 pontos, na quinta colocação do Campeonato Brasileiro, o Botafogo ainda luta por uma vaga na Taça Libertadores da América.
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