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Mequinho supera doença para voltar ao xadrez e ganha prata nos Abertos

Enxadrista passou 17 anos longe do esporte e, com cuidados redobrados, encontra um jeito de mostrar sua classe.

Nos anos 70, o nome Mequinho era quase tão conhecido dos fãs do esporte brasileiro como o de Pelé. Todos sabiam quem era o jovem enxadrista que chegou a ser o terceiro colocado no ranking mundial, que chegou a ser cotado para disputar o título com astros como o norte-americano Bobby Fischer e o soviético Anatoly Karpov.

Mas uma doença grave afetou o astro. Vítima de miastena, degeneração que provoca um enfraquecimento dos músculos, ele se afastou do esporte e passou a se dedicar à religião. Entrou para o seminário, estudou teologia e fisolofia e passou anos longe das peças pretas e brancas.

Entre idas e vindas, Mequinho voltou a jogar xadrez em 2000. Aos 60 anos, ele é hoje o terceiro colocado no ranking brasileiro, e esteve nesta semana em Bauru para a disputa dos Jogos Abertos do Interior. Com a equipe de São Bernardo, conquistou a medalha de prata.

- É uma doença muito séria, atrapalha bastante, tanto que fiquei 17 anos sem jogar xadrez. Sempre tive que me cuidar muito. Hoje tenho alimentação especial, tomo homeopatia, não jogo torneios com duas partidas no mesmo dia, preciso de um cuidado redobrado com os olhos e com a garganta.

Mequinho não chegou a completar os estudos para ser padre, mas a religiosidade ainda é muito frequente em sua vida e em seu discurso. E o faz pensar em voos altos, como se ainda fosse uma revelação do xadrez.

- O fato de estar melhor de saúde e competindo é uma graça de Deus. Várias pessoas que têm este mesmo problema estão com a saúde muito debilitada e eu estou melhorando. Ainda quero chegar a um patamar mais alto no ranking internacional, quero disputar um título mundial - discursa


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