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Perto do adeus Marcos diz: "Gostaria que fosse num momento melhor"

Chateado com o rebaixamento do Palmeiras à Série B, "Santo" lamenta jogo próximo à queda, mas mostra otimismo com futuro e mira festa com a torcida.

O rebaixamento do Palmeiras para a Série B do Campeonato Brasileiro não vai esvaziar a despedida do goleiro Marcos, dia 11 de dezembro, no Pacaembu, já que quase 30 mil ingressos foram vendidos para o jogo festivo. Mesmo assim, o “Santo” admitiu que gostaria de ter sua partida comemorativa em um momento melhor da equipe. Como o amistoso entre o Palmeiras de 1999 e a seleção brasileira de 2002 foi acertado no início do ano, não havia como prever a situação do clube meses depois.

Em entrevista ao site oficial do Verdão, Marcos lamentou o fato de fazer sua despedida logo após a queda para a Série B, mas ao mesmo tempo avisou que não é o momento para a torcida se desesperar.

- Como palmeirense, gostaria de me despedir num momento melhor do clube, mas o Palmeiras acertou esse jogo no começo do ano, em fevereiro, a gente não sabia que o time seria campeão da Copa do Brasil e rebaixado para a Série B. O certo seria fazer num momento melhor, mas o Palmeiras vai dar a volta por cima. Não há motivo para desespero nesse momento. É um jogo normal, com grandes jogadores da história do clube – afirmou o ex-goleiro.

Marcos falou sobre sua experiência com o rebaixamento. Em 2002, ele estava no time que levou o Palmeiras pela primeira vez à Série B, e permaneceu no clube mesmo com uma proposta do Arsenal, da Inglaterra.

- Eu tinha contrato com o clube, e se eu caí, tinha de subir. Me arrependo até hoje de não ter jogado o jogo da queda (Sergio foi o titular contra o Vitória, no jogo que decretou a degola). O pessoal falou que eu não queria jogar, que já estava vendido, mas em 2003 fiz o possível para levar o Palmeiras à Série A de novo. Talvez a moral que eu tenho hoje com o torcedor seja por isso – analisou.

O “Santo” voltou a treinar na Academia de Futebol nesta semana com o objetivo de chegar bem preparado ao jogo. Os trabalhos são leves, com chutes a gol, saídas para cortar cruzamentos, entre outros exercícios. Marcos tem se sentido bem com o retorno aos gramados.

- Achei que seria bem pior, deu até para pegar umas bolinhas boas. Estou fazendo esses treinos para chegar com confiança e a parte muscular fortalecida – explicou.
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