Crise grega coloca em xeque o legado das Olimpíadas de Atenas
Dirigente de partido que foi contra a candidatura da capital para sede dos Jogos diz que gastos com evento levaram o país ao atual declínio econômico.
A profunda crise que explodiu em 2010 e afeta a Grécia até hoje pode ter uma de suas raízes na principal competição esportiva do planeta. Com gastos bilionários, os Jogos Olímpicos de Atenas 2004 têm sido apontados como uma das causas para o atual declínio econômico do país. Um dos principais defensores desta ideia é Julio Synadinos, diretor de esportes e educação física do Syriza, partido minoritário de oposição e único a defender que a capital grega sequer se candidatasse ao evento.
- Acredito que a maneira como o processo de criação das Olimpíadas foi feito realmente escancarou a porta para a entrada do Fundo Monetário Internacional e, consequentemente, a destruição das contas públicas. Infelizmente, nossas previsões se confirmaram, e os resultados econômicos e sociais dos Jogos provaram que a organização do evento foi desastrosasa para a sociedade grega – afirma.
Primeiro país a receber os Jogos Olímpicos modernos, em 1896, a Grécia vive um conturbado cenário político e financeiro. Reflexo da crise da dívida pública que afetou a Zona do Euro em 2008 e levou o governo a pedir empréstimos vultosos aos bancos da União Europeia. Para pagar as contas, a população foi submetida a uma série de pacotes de austeridade – o primeiro aperto fiscal foi de 30 bilhões de euros, equivalente a 12,5% do Produto Interno Bruto de 2009. Hoje, a dívida pública grega chega aos 150% do PIB, e a taxa de desemprego atinge 13%.
- O Governo aponta que os Jogos gastaram apenas 13,5 bilhões de euros. Se forem considerados todos os gastos adicionais, porém, em setores como transporte e segurança, os Jogos saíram por 30 bilhões – defende Synadinos.
O dirigente do Syriza acredita que as Olimpíadas de 2004 representaram um gasto desnecessário ao povo grego. Segundo ele, os Jogos de Sydney custaram 75 euros por australiano, enquanto o evento de Atenas saiu mais salgado aos gregos: 844 euros por pessoa.
Apesar da troca de primeiro-ministros, das frequentes cenas de violência entre população e a polícia, além dos constantes protestos, a Grécia vive dias mais pacíficos. O rombo no orçamento do Estado, porém, ainda persiste e é impossível não colocar os Jogos na conta. O custo inicial do evento de 7,7 bilhões de euros praticamente dobrou para que as datas exigidas fossem cumpridas. Praticamente todas as instalações ficaram prontas em cima da hora, e boa parte delas incompletas.
- Acredito que a maneira como o processo de criação das Olimpíadas foi feito realmente escancarou a porta para a entrada do Fundo Monetário Internacional e, consequentemente, a destruição das contas públicas. Infelizmente, nossas previsões se confirmaram, e os resultados econômicos e sociais dos Jogos provaram que a organização do evento foi desastrosasa para a sociedade grega – afirma.
Primeiro país a receber os Jogos Olímpicos modernos, em 1896, a Grécia vive um conturbado cenário político e financeiro. Reflexo da crise da dívida pública que afetou a Zona do Euro em 2008 e levou o governo a pedir empréstimos vultosos aos bancos da União Europeia. Para pagar as contas, a população foi submetida a uma série de pacotes de austeridade – o primeiro aperto fiscal foi de 30 bilhões de euros, equivalente a 12,5% do Produto Interno Bruto de 2009. Hoje, a dívida pública grega chega aos 150% do PIB, e a taxa de desemprego atinge 13%.
- O Governo aponta que os Jogos gastaram apenas 13,5 bilhões de euros. Se forem considerados todos os gastos adicionais, porém, em setores como transporte e segurança, os Jogos saíram por 30 bilhões – defende Synadinos.
O dirigente do Syriza acredita que as Olimpíadas de 2004 representaram um gasto desnecessário ao povo grego. Segundo ele, os Jogos de Sydney custaram 75 euros por australiano, enquanto o evento de Atenas saiu mais salgado aos gregos: 844 euros por pessoa.
Apesar da troca de primeiro-ministros, das frequentes cenas de violência entre população e a polícia, além dos constantes protestos, a Grécia vive dias mais pacíficos. O rombo no orçamento do Estado, porém, ainda persiste e é impossível não colocar os Jogos na conta. O custo inicial do evento de 7,7 bilhões de euros praticamente dobrou para que as datas exigidas fossem cumpridas. Praticamente todas as instalações ficaram prontas em cima da hora, e boa parte delas incompletas.
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