Eduardo Bandeira de Mello é o novo presidente do Flamengo
Candidata à reeleição, Patrícia Amorim reconheceu derrota após abertura de primeira urna
O candidato Eduardo Bandeira de Mello será o presidente do Flamengo nos próximos três anos. Em dia de eleições sem incidentes na Gávea, ele recebeu 1.414 votos nesta segunda-feira. Foram exatamente 500 a mais do que Patrícia Amorim, candidata à reeleição e que teve 914 votos. Logo após a divulgação do resultado parcial da primeira urna, às 22h desta segunda-feira, a presidente reconheceu sua derrota e abraçou Bandeira de Mello. Jorge Rodrigues teve 347 votos.
- Os desafios são enormes, o maior deles é fazer um Flamengo do tamanho que a gente acha que ele merece - afirmou Bandeira de Mello em seu primeiro discurso como presidente do clube. - Esperamos nomear em breve um vice-presidente de futebol e um executivo que está em processo de contratação. Além disso, Zico será sempre nossa inspiração e será sempre consultado. Ele vai participar de acordo com seus compromissos. Quando conversamos, ele ainda tinha contrato com a seleção do Iraque. Se quiser se juntar a nós como profissional, será ótimo (Zico afirmou nesta segunda que não assumiria um cargo no clube).
Bandeira de Mello também falou sobre a situação de Zinho, diretor de futebol, e do técnico Dorival Júnior.
- Considero os dois ótimos profissionais, mas precisamos primeiro conversar com eles, o que deve acontecer depois da nomeação do vice de futebol - afirmou o novo presidente, que falou sobre contratações. - Vamos sempre em busca de craques. E vamos conseguir. Mas não quero antecipar nada para não alimentar expectativas. Mas vamos começar o ano com um time bem melhor. O Flamengo começa o ano com patrocínio. Está praticamente fechado, mas vamos anunciar quando finalizarmos as questões comerciais.
Patrícia Amorim, que tentava a reeleição, deixou o clube antes da apuração da segunda urna.
- Temos que respeitar os votos. Saio com orgulho do Flamengo. Às vezes você ganha perdendo. Poderia talvez ganhar e o torcedor não gostar. Eu acho que perdi ganhando. Deixo um legado e conduzi o processo da eleição da melhor forma. Em algumas situações, houve excesso (contra Patrícia Amorim), tolerância nenhuma. Não sei se por eu ser mulher, mas fui guerreira - afirmou.
Patrícia Amorim fez juras de amor a Zico e Vanderlei Luxemburgo, ambos ex-profissionais do clube em sua gestão.
- Eu me emocionei muito hoje ao ouvir do Zico dizer: "Parabéns pela condução da eleição". Eu amo o Zico. O Vanderlei (Luxemburgo, que veio à Gávea para votar em Patrícia Amorim) é o meu técnico. Foi o amigo que fiz no futebol. Presidi o Flamengo intensamente, fui a todas as regatas, a todos os jogos, fui digna o tempo todo, vivi, sofri, me emocionei e me sinto orgulhosa.
O candidato Jorge Rodrigues também comentou a vitória de Bandeira de Mello:
- Estou triste por perder, pois quem entra em uma eleição quer vencer. Contudo, fico feliz pela união das chapas no fim (se referindo ao abraço de Patricia Amorim em Eduardo Bandeira de Mello). O Flamengo unido tem tudo para crescer e ser campeão.
A eleição terminou às 21h desta segunda-feira. Os três candidatos chegaram cedo e passam o dia conversando com os eleitores na sede da Gávea, numa última tentativa de atrair votos. O ambiente foi de tranquilidade no clube. Cabos eleitorais das três chapas dividiram a atenção dos eleitores, cada um com sua estratégia.
Os candidatos usaram também as imagens de rubro-negros famosos para seduzir indecisos. Jaqueline, campeã olímpica do vôlei de praia em Atlanta-96, a ginsta Danielle Hypolito e o nadador Cesar Cielo posaram para fotos com Patrícia. O ex-presidente Kléber Leite apareceu para votar e fez questão de demonstrar apoio a Eduardo. George Helal, outro ex-presidente, e o sambista Diogo Nogueira estavam com camisas de apoio à candidatura de Jorge Rodrigues.
Zico é cercado por fãs ao chegar para votar
Maior ídolo do futebol rubro-negro, Zico votou por volta do meio-dia. O ex-jogador, que apoiou a chapa azul, de Eduardo Bandeira de Mello, levou cerca de meia hora para fazer o trajeto entre o estacionamento do clube e o ginásio Hélio Maurício, local da votação, porque a toda hora parava para atender os fãs, mesmo aqueles que apoiam as outras candidaturas.
Ex-diretor técnico no início da gestão de Patrícia Amorim, Zico espera mais atenção com o futebol, numa crítica velada à atual mandatária, orgulhosa das suas realizações na sede social mas sem grandes conquistas nos gramados nos seus três anos de mandato.
- Espero que na próxima gestão se coloque o futebol em primeiro lugar. Com todo o respeito a todas as outras modalidades, o Flamengo é o que é hoje por causa do futebol. E a torcida, que é o seu grande patrimônio, quer vitórias, porque foi acostumada assim - afirmou Zico, explicando o motivo do apoio a Eduardo Bandeira de Mello:
- Eu confio nas pessoas que estão nesta chapa, elas têm filosofia parecida com a minha. Não quero nenhum cargo, mas sempre que quiserem conversar comigo estarei à disposição. Sempre fiz isso pelo Flamengo, conversei até com pessoas com quem não tinha nenhuma amizade.
O ex-presidente Márcio Braga e o ex-jogador Júnior votaram à tarde, ambos em Bandeira de Mello. Antecessessor de Patrícia Amorim, Braga já havia declarado apoio e tem trabalhado para a chapa azul desde o início da campanha eleitoral no clube, mas disse que não participará diretamente da próxima gestão, se a vitória de Bandeira de Mello for confirmada:
- Não posso e nem quero nenhum cargo. Mas estarei sempre à distância de um telefonema. O apoio político sempre darei, acredito que estas pessoas que estão chegando ao Flamengo vão fazer a grande transformação de que o clube precisa. Um choque na gestão e uma profunda reforma institucional, e do estatuto do clube. Para isso, podem contra com minha ajuda na articulação - disse Márcio Braga.
De amarelo, Luxemburgo vota pela primeira vez no Flamengo
No início da tarde, o técnico Vanderlei Luxemburgo, do Grêmio, também chegou à Gávea para participar pela primeira vez de uma eleição presidencial. Mesmo tendo sido demitido por Patrícia Amorim no início do ano, ele declarou seu voto na atual presidente. E chegou vestido de camisa amarela para não deixar nenhuma dúvida sobre sua opção:
- Vim de amarelo porque vou votar na Patrícia. Independentemente de eu ter saído do clube, vejo a Patrícia como uma grande rubro-negra. Qualquer um pode mandar um funcionário embora, isso faz parte. Acho que os erros fazem parte, mas você amadurece e cresce com os erros. Ela se equivocou em algumas coisas e agora pode corrigir. Acho que a continuidade é o melhor para o Flamengo - declarou Luxemburgo, revelando que sonha um dia estar do outro lado do processo eleitoral.
- É a primeira vez que exerço meu direito de voto, porque quero abrir meu espaço no clube. Quando encerrar minha carreira no futebol, quero encaminhar uma vida política no Flamengo.
Luxemburgo explicou por que não acredita no modelo de gestão do principal concorrente de Patrícia Amorim na eleição, Eduardo Bandeira de Mello, cuja chapa tem o apoio de diversos empresários.
- Eu cito o exemplo do Kléber Leite (presidente do clube na década de 90), que entrou com o Plínio (Serpa Pinto), que era um grande empresário do ramo imobiliário. Mas o Flamengo não é uma empresa imobiliária. Eu comparo mais com uma prefeitura, existe uma parte política que precisa ser trabalhada primeiro.
Clima de cordialidade entre adversários
O clima foi de cordialidade entre Patrícia, Jorge e Eduardo. Os três posaram para fotos juntos e usaram os mesmos gestos, o V da vitória.
Segundo informação do site Globoesporte.com, Patrícia e Eduardo votaram antes de o acesso à imprensa ao clube ser liberado, o que aconteceu poudo depois das 9h. Jorge votou à tarde, por volta das 16h, acompanhado do cantor Diogo Nogueira, que o apoia.
Também de acordo com o site, pesquisa de boca de urna realizada por representantes das três chapas aponta Eduardo Bandeira de Mello na frente, com boa vantagem sobre Patrícia Amorim, segunda colocada, e Jorge Rodrigues, o terceiro.
A campanha foi longa, realçada por uma reta de Campeonato Brasileiro sem emoções no futebol e que envolveu novos nomes e antigas lideranças políticas do Flamengo. Oito candidatos iniciaram a corrida, só dois fizeram todo o percurso e, após mudanças de nome e desistências, três ficaram na disputa. O cargo de presidente é voluntário, a missão é enfrentar a pressão de mais de 35 milhões de torcedores e administrar problemas como a dívida superior a R$ 300 milhões, segundo o último balanço.
- Os desafios são enormes, o maior deles é fazer um Flamengo do tamanho que a gente acha que ele merece - afirmou Bandeira de Mello em seu primeiro discurso como presidente do clube. - Esperamos nomear em breve um vice-presidente de futebol e um executivo que está em processo de contratação. Além disso, Zico será sempre nossa inspiração e será sempre consultado. Ele vai participar de acordo com seus compromissos. Quando conversamos, ele ainda tinha contrato com a seleção do Iraque. Se quiser se juntar a nós como profissional, será ótimo (Zico afirmou nesta segunda que não assumiria um cargo no clube).
Imagem: Reprodução
Eduardo Bandeira de Mello foi eleito o novo presidente do Flamengo.
Eduardo Bandeira de Mello foi eleito o novo presidente do Flamengo.Bandeira de Mello também falou sobre a situação de Zinho, diretor de futebol, e do técnico Dorival Júnior.
- Considero os dois ótimos profissionais, mas precisamos primeiro conversar com eles, o que deve acontecer depois da nomeação do vice de futebol - afirmou o novo presidente, que falou sobre contratações. - Vamos sempre em busca de craques. E vamos conseguir. Mas não quero antecipar nada para não alimentar expectativas. Mas vamos começar o ano com um time bem melhor. O Flamengo começa o ano com patrocínio. Está praticamente fechado, mas vamos anunciar quando finalizarmos as questões comerciais.
Patrícia Amorim, que tentava a reeleição, deixou o clube antes da apuração da segunda urna.
- Temos que respeitar os votos. Saio com orgulho do Flamengo. Às vezes você ganha perdendo. Poderia talvez ganhar e o torcedor não gostar. Eu acho que perdi ganhando. Deixo um legado e conduzi o processo da eleição da melhor forma. Em algumas situações, houve excesso (contra Patrícia Amorim), tolerância nenhuma. Não sei se por eu ser mulher, mas fui guerreira - afirmou.
Patrícia Amorim fez juras de amor a Zico e Vanderlei Luxemburgo, ambos ex-profissionais do clube em sua gestão.
- Eu me emocionei muito hoje ao ouvir do Zico dizer: "Parabéns pela condução da eleição". Eu amo o Zico. O Vanderlei (Luxemburgo, que veio à Gávea para votar em Patrícia Amorim) é o meu técnico. Foi o amigo que fiz no futebol. Presidi o Flamengo intensamente, fui a todas as regatas, a todos os jogos, fui digna o tempo todo, vivi, sofri, me emocionei e me sinto orgulhosa.
O candidato Jorge Rodrigues também comentou a vitória de Bandeira de Mello:
- Estou triste por perder, pois quem entra em uma eleição quer vencer. Contudo, fico feliz pela união das chapas no fim (se referindo ao abraço de Patricia Amorim em Eduardo Bandeira de Mello). O Flamengo unido tem tudo para crescer e ser campeão.
A eleição terminou às 21h desta segunda-feira. Os três candidatos chegaram cedo e passam o dia conversando com os eleitores na sede da Gávea, numa última tentativa de atrair votos. O ambiente foi de tranquilidade no clube. Cabos eleitorais das três chapas dividiram a atenção dos eleitores, cada um com sua estratégia.
Os candidatos usaram também as imagens de rubro-negros famosos para seduzir indecisos. Jaqueline, campeã olímpica do vôlei de praia em Atlanta-96, a ginsta Danielle Hypolito e o nadador Cesar Cielo posaram para fotos com Patrícia. O ex-presidente Kléber Leite apareceu para votar e fez questão de demonstrar apoio a Eduardo. George Helal, outro ex-presidente, e o sambista Diogo Nogueira estavam com camisas de apoio à candidatura de Jorge Rodrigues.
Zico é cercado por fãs ao chegar para votar
Maior ídolo do futebol rubro-negro, Zico votou por volta do meio-dia. O ex-jogador, que apoiou a chapa azul, de Eduardo Bandeira de Mello, levou cerca de meia hora para fazer o trajeto entre o estacionamento do clube e o ginásio Hélio Maurício, local da votação, porque a toda hora parava para atender os fãs, mesmo aqueles que apoiam as outras candidaturas.
Ex-diretor técnico no início da gestão de Patrícia Amorim, Zico espera mais atenção com o futebol, numa crítica velada à atual mandatária, orgulhosa das suas realizações na sede social mas sem grandes conquistas nos gramados nos seus três anos de mandato.
- Espero que na próxima gestão se coloque o futebol em primeiro lugar. Com todo o respeito a todas as outras modalidades, o Flamengo é o que é hoje por causa do futebol. E a torcida, que é o seu grande patrimônio, quer vitórias, porque foi acostumada assim - afirmou Zico, explicando o motivo do apoio a Eduardo Bandeira de Mello:
- Eu confio nas pessoas que estão nesta chapa, elas têm filosofia parecida com a minha. Não quero nenhum cargo, mas sempre que quiserem conversar comigo estarei à disposição. Sempre fiz isso pelo Flamengo, conversei até com pessoas com quem não tinha nenhuma amizade.
O ex-presidente Márcio Braga e o ex-jogador Júnior votaram à tarde, ambos em Bandeira de Mello. Antecessessor de Patrícia Amorim, Braga já havia declarado apoio e tem trabalhado para a chapa azul desde o início da campanha eleitoral no clube, mas disse que não participará diretamente da próxima gestão, se a vitória de Bandeira de Mello for confirmada:
- Não posso e nem quero nenhum cargo. Mas estarei sempre à distância de um telefonema. O apoio político sempre darei, acredito que estas pessoas que estão chegando ao Flamengo vão fazer a grande transformação de que o clube precisa. Um choque na gestão e uma profunda reforma institucional, e do estatuto do clube. Para isso, podem contra com minha ajuda na articulação - disse Márcio Braga.
De amarelo, Luxemburgo vota pela primeira vez no Flamengo
No início da tarde, o técnico Vanderlei Luxemburgo, do Grêmio, também chegou à Gávea para participar pela primeira vez de uma eleição presidencial. Mesmo tendo sido demitido por Patrícia Amorim no início do ano, ele declarou seu voto na atual presidente. E chegou vestido de camisa amarela para não deixar nenhuma dúvida sobre sua opção:
- Vim de amarelo porque vou votar na Patrícia. Independentemente de eu ter saído do clube, vejo a Patrícia como uma grande rubro-negra. Qualquer um pode mandar um funcionário embora, isso faz parte. Acho que os erros fazem parte, mas você amadurece e cresce com os erros. Ela se equivocou em algumas coisas e agora pode corrigir. Acho que a continuidade é o melhor para o Flamengo - declarou Luxemburgo, revelando que sonha um dia estar do outro lado do processo eleitoral.
- É a primeira vez que exerço meu direito de voto, porque quero abrir meu espaço no clube. Quando encerrar minha carreira no futebol, quero encaminhar uma vida política no Flamengo.
Luxemburgo explicou por que não acredita no modelo de gestão do principal concorrente de Patrícia Amorim na eleição, Eduardo Bandeira de Mello, cuja chapa tem o apoio de diversos empresários.
- Eu cito o exemplo do Kléber Leite (presidente do clube na década de 90), que entrou com o Plínio (Serpa Pinto), que era um grande empresário do ramo imobiliário. Mas o Flamengo não é uma empresa imobiliária. Eu comparo mais com uma prefeitura, existe uma parte política que precisa ser trabalhada primeiro.
Clima de cordialidade entre adversários
O clima foi de cordialidade entre Patrícia, Jorge e Eduardo. Os três posaram para fotos juntos e usaram os mesmos gestos, o V da vitória.
Segundo informação do site Globoesporte.com, Patrícia e Eduardo votaram antes de o acesso à imprensa ao clube ser liberado, o que aconteceu poudo depois das 9h. Jorge votou à tarde, por volta das 16h, acompanhado do cantor Diogo Nogueira, que o apoia.
Também de acordo com o site, pesquisa de boca de urna realizada por representantes das três chapas aponta Eduardo Bandeira de Mello na frente, com boa vantagem sobre Patrícia Amorim, segunda colocada, e Jorge Rodrigues, o terceiro.
A campanha foi longa, realçada por uma reta de Campeonato Brasileiro sem emoções no futebol e que envolveu novos nomes e antigas lideranças políticas do Flamengo. Oito candidatos iniciaram a corrida, só dois fizeram todo o percurso e, após mudanças de nome e desistências, três ficaram na disputa. O cargo de presidente é voluntário, a missão é enfrentar a pressão de mais de 35 milhões de torcedores e administrar problemas como a dívida superior a R$ 300 milhões, segundo o último balanço.
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