Gigante russo que derrotou o Brasil avisa: "Posso jogar ainda melhor"
Autor de 31 pontos em virada histórica na decisão do vôlei, Dmitriy Muserskiy salta quase na altura dos clássicos ônibus de dois andares de Londres
Quando Dmitriy Muserskiy sai do chão e uma bola flutua redonda para ele, é duro de segurar. No ataque, a mão pesada do russo vai a 3,75m, quase a altura de um desses clássicos ônibus vermelhos de dois andares que circulam por Londres. Neste domingo, para azar do Brasil, não dava para arrastar um ônibus quadra adentro. E os jogadores da seleção masculina, humanos, não tiveram braço suficiente para segurar o gigante. Com 31 pontos, ele comandou a reação da Rússia a partir do terceiro set e, com uma virada antológica, matou dois coelhos de uma vez: conquistou o ouro para o seu país e ganhou o título de mais novo carrasco dos brasileiros.
- Não acho que foi o melhor jogo da minha carreira. Posso jogar ainda melhor e marcar mais pontos em cinco sets. O time colocou a confiança em mim. Eu marquei um ponto, depois o segundo, depois o terceiro, e o time sentiu que eu estava confiante. Era a nossa última chance, e nós conseguimos vencer. Sabia que não cairíamos sem lutar - afirmou o russo de 23 anos e 2,18m de altura, que atua no Belogorie em seu país.
A vitória parecia estar nas mãos da equipe de Bernardinho, que abriu 2 a 0 e chegou a ter dois match points na terceira parcial. Aí começou a dar certo a estratégia do técnico Vladimir Alenko, que tirou Muserskiy da posição de central e passou a usá-lo como oposto. Assim desmontou o Brasil, que não conseguiu mais ver a cor da bola.
Aos 33 anos, o meio-de-rede Rodrigão entrou poucas vezes na final olímpica deste domingo. Do banco, viu o russo destruindo a defesa da equipe verde-amarela. Após o jogo, resumiu tudo em uma frase:
- O cara ganhou da gente sozinho - decretou.
A caminhada de Muserskiy até virar herói teve um tropeço pouco antes dos Jogos de Londres. Em dezembro do ano passado, após ganhar a Copa do Mundo, ele sofreu uma cirurgia no pé e ficou dois meses parado. Recuperou-se a tempo de treinar com o grupo e decidir a parada na hora certa.
No segundo jogo da primeira fase, quando o Brasil ganhou de 3 a 0 com facilidade, o gigante foi o maior pontuador da Rússia, com 13. Mas passou batido, diante da derrota sem resistência. No restante da etapa de grupos, seguiu discreto, até aparecer melhor nas quartas de final contra a Polônia. Na semi contra a Bulgária, apenas um ponto. Como se estivesse escondido atrás do muro, só esperando o Brasil passar para se consagrar.
Aos 8 anos, Muserskiy nem imaginava jogar vôlei. Mas um professor de Educação Física da sua cidade, Makeyevka, o convenceu a entrar no esporte. Mal sabia que, 15 anos depois, aquela decisão respingaria em Bernardinho & Cia.
- Não acho que foi o melhor jogo da minha carreira. Posso jogar ainda melhor e marcar mais pontos em cinco sets. O time colocou a confiança em mim. Eu marquei um ponto, depois o segundo, depois o terceiro, e o time sentiu que eu estava confiante. Era a nossa última chance, e nós conseguimos vencer. Sabia que não cairíamos sem lutar - afirmou o russo de 23 anos e 2,18m de altura, que atua no Belogorie em seu país.
A vitória parecia estar nas mãos da equipe de Bernardinho, que abriu 2 a 0 e chegou a ter dois match points na terceira parcial. Aí começou a dar certo a estratégia do técnico Vladimir Alenko, que tirou Muserskiy da posição de central e passou a usá-lo como oposto. Assim desmontou o Brasil, que não conseguiu mais ver a cor da bola.
Aos 33 anos, o meio-de-rede Rodrigão entrou poucas vezes na final olímpica deste domingo. Do banco, viu o russo destruindo a defesa da equipe verde-amarela. Após o jogo, resumiu tudo em uma frase:
- O cara ganhou da gente sozinho - decretou.
A caminhada de Muserskiy até virar herói teve um tropeço pouco antes dos Jogos de Londres. Em dezembro do ano passado, após ganhar a Copa do Mundo, ele sofreu uma cirurgia no pé e ficou dois meses parado. Recuperou-se a tempo de treinar com o grupo e decidir a parada na hora certa.
No segundo jogo da primeira fase, quando o Brasil ganhou de 3 a 0 com facilidade, o gigante foi o maior pontuador da Rússia, com 13. Mas passou batido, diante da derrota sem resistência. No restante da etapa de grupos, seguiu discreto, até aparecer melhor nas quartas de final contra a Polônia. Na semi contra a Bulgária, apenas um ponto. Como se estivesse escondido atrás do muro, só esperando o Brasil passar para se consagrar.
Imagem: AFP
Muserskiy prepara o braço para outra pancada: o jogador russo destruiu o Brasil no domingo
Muserskiy prepara o braço para outra pancada: o jogador russo destruiu o Brasil no domingoAos 8 anos, Muserskiy nem imaginava jogar vôlei. Mas um professor de Educação Física da sua cidade, Makeyevka, o convenceu a entrar no esporte. Mal sabia que, 15 anos depois, aquela decisão respingaria em Bernardinho & Cia.
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