De protagonista a figurante: a queda do jogador Ganso no Santos e na Seleção
Meia chegou a ser quase unanimidade no Brasil, mas lesões e novela por conta de renovação coincidiram com declínio e perda de prestígio
Às vésperas da Copa do Mundo de 2010, muitos torcedores pediam a Dunga a convocação de Paulo Henrique Ganso. O jovem jogador desfilava pelo Santos. Comandava com maestria o time de Neymar e Robinho, campeão paulista e da Copa do Brasil. O pedido não foi atendido. Passado o Mundial, o meia do Santos foi prontamente chamado pelo novo treinador, Mano Menezes. Apesar de altos e baixos, o camisa 10 chegou à Copa América de 2011, na Argentina, como protagonista - havia acabado de vencer a Taça Libertadores pelo Peixe. Mas foi mal - e a Seleção sentiu. Acabou eliminada nas quartas de final.
Apesar das atuações irregulares e de algumas lesões, Ganso continuou fazendo parte dos planos de Mano. Mas aí vieram as Olimpíadas de Londres. E a prova de que o até então craque Ganso passou a um mero figurante na Seleção.
O comportamento e o desempenho do meia nos treinamentos nos Jogos mostraram um jogador bem diferente daquele promissor garoto que brilhou com a camisa de Pelé. Muitas vezes apático, o meia caiu ainda mais de produção depois de sentir uma lesão muscular na coxa esquerda durante a preparação para as Olimpíadas. Chegou a ser cogitado o seu corte da Seleção, mas o departamento médico o manteve. Porém, o jogador não atuou mais, fez figuração nos treinos e acabou cortado, por decisão técnica de Mano Menezes, do amistoso contra a Suécia, em Estocolmo, na próxima quarta-feira.
- Ganso não vai para Estocolmo. É uma decisão técnica. Ele estaria em condição de jogar, mas penso que pela falta de parâmetro fica difícil o aproveitamento dele e não acho correto levar por levar - explicou o técnico da Seleção.
Portanto, é possível dizer que Ganso está fora do time canarinho por deficiência técnica - tremenda ironia, algo que poderia parecer mentira algum tempo atrás, principalmente por ser um jogador que era apontado como uma das principais promessas para a Copa do Mundo de 2014. O meia pode até voltar a ser decisivo e importante para a equipe nacional até lá, mas atualmente ele vive um momento ruim. Instável. E não é apenas na Seleção. No Santos, a situação do atleta também não é das melhores.
Os números apontam que o camisa 10 não vive uma boa fase, agravada por uma sequência lesões e de indefinições em sua carreira. Em 2010, por exemplo, ele participou de 43 dos 78 jogos do Peixe na temporada. No ano seguinte, fez 31 das 77 partidas do clube da Vila Belmiro. E neste ano, até aqui, jogou 29 dos 51 duelos alvinegros.
Apesar das atuações irregulares e de algumas lesões, Ganso continuou fazendo parte dos planos de Mano. Mas aí vieram as Olimpíadas de Londres. E a prova de que o até então craque Ganso passou a um mero figurante na Seleção.
Imagem: Ag. Estado
Paulo Henrique Ganso virou um figurante na Seleção e acabou cortado por Mano Menezes
Paulo Henrique Ganso virou um figurante na Seleção e acabou cortado por Mano MenezesO comportamento e o desempenho do meia nos treinamentos nos Jogos mostraram um jogador bem diferente daquele promissor garoto que brilhou com a camisa de Pelé. Muitas vezes apático, o meia caiu ainda mais de produção depois de sentir uma lesão muscular na coxa esquerda durante a preparação para as Olimpíadas. Chegou a ser cogitado o seu corte da Seleção, mas o departamento médico o manteve. Porém, o jogador não atuou mais, fez figuração nos treinos e acabou cortado, por decisão técnica de Mano Menezes, do amistoso contra a Suécia, em Estocolmo, na próxima quarta-feira.
- Ganso não vai para Estocolmo. É uma decisão técnica. Ele estaria em condição de jogar, mas penso que pela falta de parâmetro fica difícil o aproveitamento dele e não acho correto levar por levar - explicou o técnico da Seleção.
Portanto, é possível dizer que Ganso está fora do time canarinho por deficiência técnica - tremenda ironia, algo que poderia parecer mentira algum tempo atrás, principalmente por ser um jogador que era apontado como uma das principais promessas para a Copa do Mundo de 2014. O meia pode até voltar a ser decisivo e importante para a equipe nacional até lá, mas atualmente ele vive um momento ruim. Instável. E não é apenas na Seleção. No Santos, a situação do atleta também não é das melhores.
Os números apontam que o camisa 10 não vive uma boa fase, agravada por uma sequência lesões e de indefinições em sua carreira. Em 2010, por exemplo, ele participou de 43 dos 78 jogos do Peixe na temporada. No ano seguinte, fez 31 das 77 partidas do clube da Vila Belmiro. E neste ano, até aqui, jogou 29 dos 51 duelos alvinegros.
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