Chateado, atacante Rafael Marques desabafa e diz que Loco saiu porque quis
Atacante pede fim das comparações com o uruguaio e reconhece dificuldades para adaptação: "Achei que seria mais fácil".
Contratado pelo Botafogo com o aval do técnico Oswaldo de Oliveira, que o acompanhou de perto durante sua boa passagem pelo futebol japonês, o atacante Rafael Marques tem tido um início complicado no clube. Nos sete jogos em que atuou até agora, não fez gol e passou a ser visto com desconfiança pelos torcedores. Nesta semana, ele fez hora extra no treino para tentar melhorar nas finalizações.
O (pouco) tempo para treinar, inclusive, tem sido uma das dificuldades, segundo Rafael Marques, para se readaptar ao futebol brasileiro. Apesar dos problemas, o atacante tenta não se abater e garante ter a confiança de que a maré vai mudar em breve.
- Confesso que achei que seria mais fácil me readaptar ao futebol brasileiro, mas a falta de tempo para treinar e o histórico de outros jogadores que também enfrentaram dificuldades ao voltar me fizeram mudar de opinião. Foram sete anos fora, não um mês ou um ano. Isso tem contribuído muito para que as coisas sejam mais difíceis nesse primeiro momento, mas nada vai tirar minha certeza de que vou conseguir ser vencedor. Todo grupo confia muito em mim e eu sei do que sou capaz. Tenho procurado absorver as críticas construtivas, trabalhar em cima delas e usá-las como motivação. Uma hora a sorte vai virar para meu lado. Tenho confiança nisso - afirmou o centroavante ao GLOBOESPORTE.COM.
Uma das coisas que têm incomodado Rafael
Marques neste início de Botafogo é o fato de que ele tem sido visto como substituto de Loco Abreu, que foi para o Figueirense. As comparações são inevitáveis, assim como a pressão. Até o episódio do beijo no escudo alvinegro protagonizado pelo uruguaio jogou contra Rafael Marques, já que inflamou o desejo da torcida de ter o ídolo de volta.
Quando chegou ao clube, o jogador recebeu o material de treinamento com o número 13, que pertencia a Loco, que tem um porte físico parecido. Agora, desde o fim da semana passada, passou a utilizar o 12. Na numeração fixa para jogos, ele é o 20. Em tom de desabafo, o atacante disse que não quer mais conviver com as comparações.
- Sabia que muitos acabariam falando que eu cheguei para substituir o Loco Abreu pela minha chegada coincidir com a saída dele, mas é bom esclarecer que estava negociando com o Botafogo antes mesmo de começarem a cogitar essa situação dele deixar o clube. Além disso, não fui eu que pedi para o Loco sair do Botafogo. Até onde eu sei, ele tomou essa decisão porque quis, por uma opção de carreira. Inclusive, a sua presença foi um dos fatores que me motivaram a vir. Respeito muito o carinho do torcedor pelo Loco, ele como jogador, e por isso tenho feito de tudo para evitar qualquer tipo de comparação. Espero não ouvir mais cobranças por isso, mas exclusivamente pelo que fizer em campo - afirmou.
Nesta quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), no Engenhão, Rafael Marques deve ser opção no banco de reservas do Botafogo na partida contra o Sport.
O (pouco) tempo para treinar, inclusive, tem sido uma das dificuldades, segundo Rafael Marques, para se readaptar ao futebol brasileiro. Apesar dos problemas, o atacante tenta não se abater e garante ter a confiança de que a maré vai mudar em breve.
- Confesso que achei que seria mais fácil me readaptar ao futebol brasileiro, mas a falta de tempo para treinar e o histórico de outros jogadores que também enfrentaram dificuldades ao voltar me fizeram mudar de opinião. Foram sete anos fora, não um mês ou um ano. Isso tem contribuído muito para que as coisas sejam mais difíceis nesse primeiro momento, mas nada vai tirar minha certeza de que vou conseguir ser vencedor. Todo grupo confia muito em mim e eu sei do que sou capaz. Tenho procurado absorver as críticas construtivas, trabalhar em cima delas e usá-las como motivação. Uma hora a sorte vai virar para meu lado. Tenho confiança nisso - afirmou o centroavante ao GLOBOESPORTE.COM.
Uma das coisas que têm incomodado Rafael
Marques neste início de Botafogo é o fato de que ele tem sido visto como substituto de Loco Abreu, que foi para o Figueirense. As comparações são inevitáveis, assim como a pressão. Até o episódio do beijo no escudo alvinegro protagonizado pelo uruguaio jogou contra Rafael Marques, já que inflamou o desejo da torcida de ter o ídolo de volta.
Quando chegou ao clube, o jogador recebeu o material de treinamento com o número 13, que pertencia a Loco, que tem um porte físico parecido. Agora, desde o fim da semana passada, passou a utilizar o 12. Na numeração fixa para jogos, ele é o 20. Em tom de desabafo, o atacante disse que não quer mais conviver com as comparações.
- Sabia que muitos acabariam falando que eu cheguei para substituir o Loco Abreu pela minha chegada coincidir com a saída dele, mas é bom esclarecer que estava negociando com o Botafogo antes mesmo de começarem a cogitar essa situação dele deixar o clube. Além disso, não fui eu que pedi para o Loco sair do Botafogo. Até onde eu sei, ele tomou essa decisão porque quis, por uma opção de carreira. Inclusive, a sua presença foi um dos fatores que me motivaram a vir. Respeito muito o carinho do torcedor pelo Loco, ele como jogador, e por isso tenho feito de tudo para evitar qualquer tipo de comparação. Espero não ouvir mais cobranças por isso, mas exclusivamente pelo que fizer em campo - afirmou.
Nesta quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), no Engenhão, Rafael Marques deve ser opção no banco de reservas do Botafogo na partida contra o Sport.
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