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Lateral do Atlético-MG explica lance que antecedeu segundo gol cruzeirense

Lateral do Atlético-MG, que ficou caído na pequena área, disse ter levado uma braçada do companheiro Leandro Donizete e teve que sair de campo.

Uma partida com três jogadores expulsos, outros seis amarelados e um gol aos 56 minutos do segundo tempo. Essa é uma pequena síntese do clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, que terminou em 2 a 2 nesse domingo, com emoções para todos os lados. Esse gol do Cruzeiro, que garantiu ao time um ponto na partida, começou alguns lances antes, com o lateral-esquerdo Júnior Cesar. Quando o Galo vencia por 2 a 1, em uma jogada na área do goleiro Victor, ele caiu no gramado e ficou por alguns minutos, sendo retirado de maca. Detalhe: o Galo, que já tinha dois a menos no jogo, ficou com oito em campo.

Imagem: ReproduçãoJunior Cesar levou dois pontos no supercíclio após braçada(Imagem:Reprodução)Junior Cesar levou dois pontos no supercíclio após braçada

- Foi realmente um incidente com o Leandro Donizete, que estava de costas no lance, e o braço dele acabou batendo em mim. Enfim, lance normal de jogo. É claro que, naquele momento, não poderia sair da partida, porque numericamente estávamos com um jogador a menos, porque Pierre já tinha saído, Bernard também (Leandro Guerreiro havia sido expulso do lado do Cruzeiro). E era um momento capital do jogo, já estávamos nos acréscimos.

Imagem: ReproduçãoClique para ampliarLateral do Galo lamenta ausência da torcida no clássico(Imagem:Reprodução)Lateral do Galo lamenta ausência da torcida no clássico
Junior Cesar, inclusive, ficou com marcas dessa braçada. Com dois pontos no olho esquerdo, o lateral lamenta a sorte do time. Mais do que isso, questiona a arbitragem de Nielson Nogueira Dias, assim como fizeram cruzeirenses e atleticanos após a partida. Para ele, o meia Montillo, que deu o passe para o gol de empate de Mateus, deveria ter sido expulso antes, após falta em Guilherme.

- Definiria o clássico, em uma palavra, como “juiz”. Eu não gosto de falar de arbitragem, atleta tem que ter muita precaução, a gente deixa para as pessoas capacitadas. Assim que levantei da maca o Cruzeiro tinha feito o gol. E foi uma falta claríssima no Guilherme. Ele sai com a bola dominada e o Montillo dá um carrinho por trás. A gente lamenta muito isso, porque o juiz estava muito próximo, mas deixou a jogada seguir.

Apesar do um ponto na conta, que deixou o Galo com 43, na liderança isolada do Brasileiro, Junior Cesar garante que o sentimento de todos após o clássico era de frustração.

- Fica um sentimento de frustração, até porque estávamos jogando com uma grande equipe, sem a nossa torcida, um jogo de torcida única, e no momento capital do jogo o juiz deixa uma situação dessas acontecer.

Acostumado a disputar os clássicos do Rio de Janeiro, já que antes de defender o Galo Junior Cesar estava no Flamengo, ele disse que a experiência do duelo mineiro foi muito diferente, principalmente pela ausência dos atleticanos nas arquibancadas.

- A nossa torcida tem uma força muito grande para nossa equipe, como vem em todos os jogos nos apoiando. Com certeza sentimos a ausência do nosso torcedor ontem. Mas nem por isso deixamos de fazer aquilo que conquistamos nas outras partidas. Mas infelizmente lamentamos por aquele golzinho no final.
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