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À vontade no Figueirense, Márcio Goiano diz que vai passar calma ao elenco

Treinador é apresentado oficialmente pelo clube em que começou como treinador há mais de dois anos e espera tirá-lo da zona de rebaixamento.

Pouco mais de um ano depois, Márcio Goiano está de volta ao Figueirense. Foi no clube catarinense em que ele começou a carreira de treinador. Do Campeonato Catarinense de 2010 até o estadual do ano seguinte, em 65 jogos, ele teve 61% de aproveitamento. Se conseguir repetir o feito nos 18 jogos que restam no Brasileirão da Série A, o novo comandante pode cumprir sua mais nova missão no Alvinegro: salvar o time do rebaixamento para a segunda divisão nacional.

Imagem: ReproduçãoGoiano e auxiliar Benevan dos Santos, já no Figueira(Imagem:Reprodução)Goiano e auxiliar Benevan dos Santos, já no Figueira

O treinador foi apresentado no início da tarde desta quinta-feira, no Orlando Scarpelli. Junto dele veio o auxiliar-técnico Benevan dos Santos. Márcio Goiano tem contrato com o Figueirense até 31 de maio de 2013. Caso consiga manter o time na Série A do Campeonato Brasileiro, por contrato, terá a renovação automática até o fim do mesmo ano.

Demitido após perder o título do primeiro turno do Campeonato Catarinense no ano passado, 1 a 0 em casa para o Criciúma, Márcio Goiano saiu do Figueirense. Passou por Red Bull, Goiás, Criciúma (2011) e ABC (2012) e agora volta ao Figueira. Sem fazer muito sucesso nos outros clubes, espera repetir o bom desempenho que teve com o Figueirense no próprio Figueirense.

— Tudo é um aprendizado. Aqui aprendi muito, como atleta, ex-atleta e como treinador. Os resultados são consequência do trabalho do dia a dia. Se for colocar e enumerar as dificuldades que tive em alguns clubes que passei, acho que não ficaria legal. Procuro respeitar a entidade, por onde passei procurei ser honesto e falar a verdade. Com relação a estar novamente no Figueirense é uma luta, é uma busca. Sabemos da realidade, mas vamos procurar fazer sempre o melhor.

Márcio Goiano não falou muito sobre o que pretende mexer na equipe. Uma coisa, no entanto, ele garante: vai buscar dar o máximo de confiança para os escolhidos que forem representar o clube, em campo, para que evitem a degola para a segundona nacional.

— O Campeonato Brasileiro é um dos mais difíceis do mundo. Você vive jogo a jogo. E, ao longo dos 38 jogos, a coisa vai se afunilando. Quando você não forma aquela gordura, você cria esta dificuldade que o clube passa. Aí é preciso conviver com muita pressão, em função da necessidade de ter os resultados e os resultados acabam não vindo. Por isso falo neste momento é que tem que ter calma e tranquilidade porque a pressão maior está em todo o clube. Mas a partir do momento que a gente faz a opção por 11 atletas, aqueles 11 vão ter que ter tranquilidade porque é com eles. Vou procurar estar junto deles para que, naquele momento, eles tenham tranquilidade para que sejam os últimos 90 minutos da vida naquele dia.
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