Picemi define que a força dos bastidores foi o segredo para o título do corinthians
Picerni crê que o time da capital paulista precisou se adequar à competição dentro e fora dos campos.
Dez anos depois de perder a final da Copa Libertadores, Jair Picerni chega à conclusão de que o São Caetano ainda estava cru para se tornar o "Rei da América". O treinador carrega essa ideia principalmente após ver todo o esforço do Corinthians para faturar o título continental em 2012.
» Veja foto panorâmica das obras do estádio do Corinthians
Picerni crê que o time da capital paulista precisou se adequar à competição dentro e fora dos campos. Ele cita até a ligação da imagem de Ronaldo - o maior artilheiro da história da Copa do Mundo - para aumentar o poder corintiano nos bastidores e no próprio cenário internacional.
"Eu dou exemplo do Corinthians, que teve um bom presidente, o Ronaldo cercando, eles fecharam legal para alcançar o título", explica o vice-campeão da edição de 2002.
No elenco do São Caetano de 2002, Picerni tinha disponível alguns atletas com bagagem em times grandes de São Paulo. O volante Marcos Senna já havia defendido o Corinthians, o meia Ailton contava com uma passagem pelo São Paulo, enquanto o meia Robert veio do Santos.
Mesmo assim, Picerni considera que o time deveria ter sido testado com frequência em desafios internacionais. "A gente pensou que só ia ganhar com o campo, mas precisávamos ser mais rodados", confirma o treinador.
Outro fator que sempre atrapalhou o São Caetano foi o tamanho da torcida. Na final da Libertadores, o clube só conseguiu lotar o Pacaembu pela admiração dos fãs de outras agremiações. O time do ABC era encarado com simpatia pelos seguidores dos clubes que dominavam anteriormente o futebol de São Paulo.
Apesar do aumento da cobrança, Picerni recorda com carinho o apoio ao projeto no ABC paulista. "Pegamos o pessoal da Bengala (Azul, torcida organizada do São Caetano), sem bengala, depois vieram alguns palmeirenses, outros corintianos. Alguns eu já conhecia, quando falavam algo, eu respondia: fica quieto aí, você é meio São Caetano, meio Palmeiras", gargalhou o comandante.
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Picerni crê que o time da capital paulista precisou se adequar à competição dentro e fora dos campos. Ele cita até a ligação da imagem de Ronaldo - o maior artilheiro da história da Copa do Mundo - para aumentar o poder corintiano nos bastidores e no próprio cenário internacional.
"Eu dou exemplo do Corinthians, que teve um bom presidente, o Ronaldo cercando, eles fecharam legal para alcançar o título", explica o vice-campeão da edição de 2002.
No elenco do São Caetano de 2002, Picerni tinha disponível alguns atletas com bagagem em times grandes de São Paulo. O volante Marcos Senna já havia defendido o Corinthians, o meia Ailton contava com uma passagem pelo São Paulo, enquanto o meia Robert veio do Santos.
Mesmo assim, Picerni considera que o time deveria ter sido testado com frequência em desafios internacionais. "A gente pensou que só ia ganhar com o campo, mas precisávamos ser mais rodados", confirma o treinador.
Outro fator que sempre atrapalhou o São Caetano foi o tamanho da torcida. Na final da Libertadores, o clube só conseguiu lotar o Pacaembu pela admiração dos fãs de outras agremiações. O time do ABC era encarado com simpatia pelos seguidores dos clubes que dominavam anteriormente o futebol de São Paulo.
Apesar do aumento da cobrança, Picerni recorda com carinho o apoio ao projeto no ABC paulista. "Pegamos o pessoal da Bengala (Azul, torcida organizada do São Caetano), sem bengala, depois vieram alguns palmeirenses, outros corintianos. Alguns eu já conhecia, quando falavam algo, eu respondia: fica quieto aí, você é meio São Caetano, meio Palmeiras", gargalhou o comandante.
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