Santos ameaça denunciar São Paulo à Fifa por aliciamento
Com as novas investidas do time da capital, santistas também marcaram mais uma reunião com Ganso para tentar renovar seu contrato.
O imbróglio envolvendo a situação do meia Paulo Henrique Ganso deve render novos capítulos. Isto porque o Santos não ficou nada satisfeito com a forma que o São Paulo vem conduzindo o assunto, após ver o rival fazer uma segunda proposta pelo camisa dez, abaixo dos valores pretendidos pelo clube - a nova oferta era de R$ 28 milhões, com o time santista tendo direito a R$ 12,6 milhões do negócio. Desta forma, a equipe alvinegra começa a reunir provas em um dossiê e pode acusar o time de aliciamento a Ganso junto à Fifa.
A cúpula alvinegra deve enviar uma carta
para o presidente são-paulino, Juvenal Juvêncio, protestando contra a postura de seus dirigentes no caso. A irritação se deve, principalmente, ao posicionamento que teria sido passado pelo diretor de futebol tricolor, Adalberto Baptista, ao membro do Comitê de Gestão do Santos, Pedro Luiz Conceição, dando conta de que o time do Morumbi havia desistido de contar com Ganso em seu elenco.
Além do que, na visão do presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, as ofertas do São Paulo, por valores inferiores a multa rescisória para o mercado interno, avaliada em R$ 53 milhões, criaram uma turbulência para o meia na Vila Belmiro. Os insultos, a "chuva de moedas" e a pichação dos muros do CT Rei Pelé, pedindo a saída do jogador, depois da derrota para o Bahia, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, reforçam essa tese defendida pela direção do Santos.
Em contrapartida, os dirigentes santistas pretendem realizar uma nova reunião com o atleta nesta sexta-feira. Após um primeiro contato com Paulo Henrique Ganso, no qual os representantes do clube manifestaram apoio ao jogador, a intenção é apresentar uma nova proposta de reajuste salarial, com melhorias também na questão dos contratos publicitários.
A cúpula alvinegra deve alegar, durante o encontro com o meio-campista, que o rival provavelmente não aumentará o valor de sua oferta e que uma renovação com o Santos é o melhor caminho para Ganso no momento. O atleta recebe um ordenado de R$ 130 mil mensais na Baixada Santista e o clube alvinegro está disposto a apresentar números próximos aos que foram oferecidos pela direção tricolor - os são paulinos queriam pagar um salário de R$ 300 mil.
Mas os dirigentes do Santos precisarão de bastante habilidade nas tratativas com Paulo Henrique Ganso, pois o camisa dez está chateado com os episódios recentes, já que entende que faltou respaldo do clube para que a situação não chegasse a tal ponto, com o ápice sendo atingido após o resultado negativo contra o Bahia, em casa, pelo Campeonato Brasileiro.
Com a renegociação contratual, o time espera também discutir o valor de sua multa para o futebol brasileiro, tendo em vista que, no atual vínculo, há uma previsão de que o valor caia em fevereiro do próximo ano, devido a Lei Pelé. Neste caso, o Santos, detentor de 45% dos direitos econômicos do meia, não receberia mais R$ 23,8 milhões, e sim cerca de R$ 19 milhões em uma hipotética transação.
Enquanto o problema não se resolve, Ganso segue à disposição do técnico Muricy Ramalho e, a princípio, estará em campo contra o Sport,neste domingo, às 16 horas (de Brasília), na Ilha do Retiro. Contra o time nordestino, o "maestro" santista completa seis jogos no Brasileirão, o último do limite para que um atleta troque de agremiação durante a Série A deste ano.
A cúpula alvinegra deve enviar uma carta
para o presidente são-paulino, Juvenal Juvêncio, protestando contra a postura de seus dirigentes no caso. A irritação se deve, principalmente, ao posicionamento que teria sido passado pelo diretor de futebol tricolor, Adalberto Baptista, ao membro do Comitê de Gestão do Santos, Pedro Luiz Conceição, dando conta de que o time do Morumbi havia desistido de contar com Ganso em seu elenco.
Além do que, na visão do presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, as ofertas do São Paulo, por valores inferiores a multa rescisória para o mercado interno, avaliada em R$ 53 milhões, criaram uma turbulência para o meia na Vila Belmiro. Os insultos, a "chuva de moedas" e a pichação dos muros do CT Rei Pelé, pedindo a saída do jogador, depois da derrota para o Bahia, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, reforçam essa tese defendida pela direção do Santos.
Em contrapartida, os dirigentes santistas pretendem realizar uma nova reunião com o atleta nesta sexta-feira. Após um primeiro contato com Paulo Henrique Ganso, no qual os representantes do clube manifestaram apoio ao jogador, a intenção é apresentar uma nova proposta de reajuste salarial, com melhorias também na questão dos contratos publicitários.
A cúpula alvinegra deve alegar, durante o encontro com o meio-campista, que o rival provavelmente não aumentará o valor de sua oferta e que uma renovação com o Santos é o melhor caminho para Ganso no momento. O atleta recebe um ordenado de R$ 130 mil mensais na Baixada Santista e o clube alvinegro está disposto a apresentar números próximos aos que foram oferecidos pela direção tricolor - os são paulinos queriam pagar um salário de R$ 300 mil.
Mas os dirigentes do Santos precisarão de bastante habilidade nas tratativas com Paulo Henrique Ganso, pois o camisa dez está chateado com os episódios recentes, já que entende que faltou respaldo do clube para que a situação não chegasse a tal ponto, com o ápice sendo atingido após o resultado negativo contra o Bahia, em casa, pelo Campeonato Brasileiro.
Com a renegociação contratual, o time espera também discutir o valor de sua multa para o futebol brasileiro, tendo em vista que, no atual vínculo, há uma previsão de que o valor caia em fevereiro do próximo ano, devido a Lei Pelé. Neste caso, o Santos, detentor de 45% dos direitos econômicos do meia, não receberia mais R$ 23,8 milhões, e sim cerca de R$ 19 milhões em uma hipotética transação.
Enquanto o problema não se resolve, Ganso segue à disposição do técnico Muricy Ramalho e, a princípio, estará em campo contra o Sport,neste domingo, às 16 horas (de Brasília), na Ilha do Retiro. Contra o time nordestino, o "maestro" santista completa seis jogos no Brasileirão, o último do limite para que um atleta troque de agremiação durante a Série A deste ano.
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