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Máfia Azul e Pavilhão proíbe manifestações de duas torcidas do Cruzeiro nos estádios

Integrantes da Máfia Azul e da Pavilhão Independente são punidas por brigas e não poderão usar bandeiras, faixas, camisas e afins.

Integrantes de duas torcidas organizadas do Cruzeiro - Máfia Azul e Pavilhão Independente - não poderão mais entrar em qualquer estádio do território nacional portando bandeiras, instrumentos de bateria (da charanga) e/ou faixas que possam identificá-las ou divulgá-las. A medida foi imposta pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) e caso ocorra qualquer incidente violento que envolva as referidas torcidas, elas poderão ser banidas temporariamente dos jogos, com proibição da comercialização de qualquer produto, o que pode acarretar, em seguida, um pedido judicial de extinção da torcida.

Imagem: Marco Antônio AstoniClique para ampliarMáfia Azul e Pavilhão: sem faixas, nem camisas(Imagem:Marco Antônio Astoni)Máfia Azul e Pavilhão: sem faixas, nem camisas
As duas torcidas organizadas foram punidas por recentes casos de brigas e de depredação do patrimônio público - ocorrências policiais envolvendo as duas torcidas do Cruzeiro levaram o MPMG a impor medida educativa visando a redução da violência.

A decisão do MPMG foi divulgada pela 14ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Belo Horizonte, depois de uma reunião na qual estiveram presentes integrantes das duas torcidas, Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Federação Mineira de Futebol (FMF) e Comissão de Monitoramento da Violência em Eventos Esportivos e Culturais (Comovec).

A PMMG, por meio do Batalhão de Polícia de Eventos, ficará responsável por comunicar as Polícias Militares de outros Estados e os comandos do interior de Minas Gerais sobre a medida aplicada e poderá solicitar auxílio na fiscalização da medida educativa. Os membros das torcidas organizadas não estão proibidos de entrar nos estádios com camisa própria da associação, somente com itens que divulguem a torcida organizada.

Na oportunidade, além de discutir as novas medidas adotadas para evitar que membros das duas torcidas organizadas se envolvam em brigas e depredações ao patrimônio público, foram distribuídas cópias da legislação sobre torcida organizada, com foco na responsabilidade cível - art. 39-B do Estatuto do Torcedor.

Danos ao metrô

De acordo com a Superintendência de Comunicação Integrada do MPMG, o promotor de Justiça determinou, após contato com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que uma cópia da ata de reunião entre os representantes das torcidas organizadas e de órgãos públicos participantes da reunião seja encaminhada à área jurídica da CBTU para que seja avaliada a possibilidade de uma ação indenizatória contra as torcidas envolvidas. Uma nova reunião entre o MPMG e a PMMG será marcada em breve para agilizar as questões relativas ao processo, o que foi, inclusive, solicitado pela diretoria da Máfia Azul.

Ocorrências

De acordo com a PMMG, foram registradas, nos últimos meses, diversas ocorrências de brigas e danos ao metrô envolvendo membros das torcidas organizadas. O promotor de Justiça Edson Antenor Lima constatou que tal fato não é novidade nos campeonatos mineiros, fazendo referência a casos passados que, inclusive, envolvem as referidas torcidas.

Durante a discussão, os participantes se mostraram preocupados com os desdobramentos do encontro, em especial, com eventuais revanches e ajustes de contas, além das questões individuais que estão afetando as torcidas como um todo. Edson Antenor alertou que o MPMG, a PMMG e a Comovec estão atentos, que tais atitudes violentas não serão admitidas e que, em último caso, o MPMG poderá acionar o Poder Judiciário pedindo o banimento da torcida organizada.
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