Espião ou aliado? Sul-africano da base do São Paulo sonha se naturalizar brasileiro
Projeto do jovem Tyroane Sandows é ousado: trilhar o mesmo caminho de Neymar e Lucas, virar protagonista e ganhar chance na Seleção
Depois de cinco anos morando no Brasil, o português é (muito) fluente. E nas veias, em meio ao sangue sul-africano, corre também um pouco de verde e amarelo. Nascido em Joanesburgo, Tyroane Sandows, de 17 anos, é um dos 320 garotos das categorias da base do São Paulo. Às vésperas do amistoso de sexta-feira, entre Brasil e África do Sul, no Morumbi, ele poderia até ser um espião, mas sua vontade mesmo é ser aliado.
Totalmente integrado à cultura brasileira, Ty, como é conhecido entre os são-paulinos, mora no CT de Cotia, casa da seleção brasileira nos próximos dias. Fã de Neymar e Lucas, o garoto sonha com um futuro promissor no futebol brasileiro. E por que não na Seleção? Por mais difícil que seja, o jovem atacante admite o desejo de ser naturalizado brasileiro caso tenha essa oportunidade.
- Considero, sim, me naturalizar brasileiro. É uma coisa a se pensar. Embora a África do Sul tenha sempre boas chances de ir à Copa do Mundo, eu fiz minha vida aqui no Brasil. É um país que me ajudou muito. Tenho sentimento brasileiro dentro de mim. Quem sabe um dia eu entro para a história por ser um estrangeiro na Seleção - disse.
Apesar de ser apenas um garoto, Tyroane é muito centrado. Dedicado aos estudos, ele é o melhor dentre os são-paulinos da base. Tanto que ganhou como prêmio assistir a pré-estreia do filme "Soberano 2", que conta a conquista do tricampeonato mundial do São Paulo em 2005. Ver o documentário, aliás, só aumentou a sua ambição de chegar ao profissional do Tricolor e tornar-se um ídolo.
- É um filme inspirador. Dá para ver a grandeza do São Paulo no mundo do futebol, o que ele representa. Sonho conquistar um título como esse e, quem sabe, ser protagonista de um Soberano 3, Soberano 4 - acrescentou Ty, que chegou ao São Paulo após ser escolhido entre 180 garotos no projeto social "Shona Khona”, responsável por selecionar garotos carentes na África do Sul.
Dentre esse grupo de garotos, 12 foram selecionados para um teste no Brasil. E só Tyroane permanece no país. Adotado por um casal brasileiro (Carla e Paulo), o menino estuda em uma escola especializada para estrangeiros na capital paulista. Evangélico, ele não acredita em sorte, mas depois de ser escolhido dentre tantos candidatos, sua meta é ambiciosa: uma carreira parecida com a de Lucas e Neymar.
- Esses são os dois jogadores que eu procuro olhar mais, procuro focar neles. Vai ser uma grande oportunidade acompanhar os dois nos treinos da seleção brasileira aqui em Cotia. Quero ter um futuro parecido com o deles, de fazer muito sucesso no Brasil e depois, quem sabe, ter uma chance na Europa - declarou o sul-africanTyroane pode se naturalizar para jogar pelo Brasil
Tyroane também terá a oportunidade de ir ao Morumbi ver o amistoso entre Brasil e África do Sul. O garoto foi convidado pelo consulado sul-africano. A torcida, claro, será pelos Bafana Bafana, mas lado brasileiro de Ty o força a apostar num empate. Após a partida, o garoto ainda pretende ir ao vestiário ver os jogadores do seu país. E para ajudar o Brasil, Ty promete não levar sua vuvuzela ao estádio do Morumbi.
- Faz tempo que não sopro vuvuzela... - brincou o atacante são-paulino.
Totalmente integrado à cultura brasileira, Ty, como é conhecido entre os são-paulinos, mora no CT de Cotia, casa da seleção brasileira nos próximos dias. Fã de Neymar e Lucas, o garoto sonha com um futuro promissor no futebol brasileiro. E por que não na Seleção? Por mais difícil que seja, o jovem atacante admite o desejo de ser naturalizado brasileiro caso tenha essa oportunidade.
- Considero, sim, me naturalizar brasileiro. É uma coisa a se pensar. Embora a África do Sul tenha sempre boas chances de ir à Copa do Mundo, eu fiz minha vida aqui no Brasil. É um país que me ajudou muito. Tenho sentimento brasileiro dentro de mim. Quem sabe um dia eu entro para a história por ser um estrangeiro na Seleção - disse.
Imagem: Reprodução
Tyroane brinca com uma vuvuzela, a corneta que ficou famosa na Copa de 2010
Tyroane brinca com uma vuvuzela, a corneta que ficou famosa na Copa de 2010Apesar de ser apenas um garoto, Tyroane é muito centrado. Dedicado aos estudos, ele é o melhor dentre os são-paulinos da base. Tanto que ganhou como prêmio assistir a pré-estreia do filme "Soberano 2", que conta a conquista do tricampeonato mundial do São Paulo em 2005. Ver o documentário, aliás, só aumentou a sua ambição de chegar ao profissional do Tricolor e tornar-se um ídolo.
- É um filme inspirador. Dá para ver a grandeza do São Paulo no mundo do futebol, o que ele representa. Sonho conquistar um título como esse e, quem sabe, ser protagonista de um Soberano 3, Soberano 4 - acrescentou Ty, que chegou ao São Paulo após ser escolhido entre 180 garotos no projeto social "Shona Khona”, responsável por selecionar garotos carentes na África do Sul.
Imagem: Leandro Canônico / Globoesporte.comClique para ampliar
Tyroane pode se naturalizar para jogar pelo Brasil
Tyroane pode se naturalizar para jogar pelo BrasilDentre esse grupo de garotos, 12 foram selecionados para um teste no Brasil. E só Tyroane permanece no país. Adotado por um casal brasileiro (Carla e Paulo), o menino estuda em uma escola especializada para estrangeiros na capital paulista. Evangélico, ele não acredita em sorte, mas depois de ser escolhido dentre tantos candidatos, sua meta é ambiciosa: uma carreira parecida com a de Lucas e Neymar.
- Esses são os dois jogadores que eu procuro olhar mais, procuro focar neles. Vai ser uma grande oportunidade acompanhar os dois nos treinos da seleção brasileira aqui em Cotia. Quero ter um futuro parecido com o deles, de fazer muito sucesso no Brasil e depois, quem sabe, ter uma chance na Europa - declarou o sul-africanTyroane pode se naturalizar para jogar pelo Brasil
Tyroane também terá a oportunidade de ir ao Morumbi ver o amistoso entre Brasil e África do Sul. O garoto foi convidado pelo consulado sul-africano. A torcida, claro, será pelos Bafana Bafana, mas lado brasileiro de Ty o força a apostar num empate. Após a partida, o garoto ainda pretende ir ao vestiário ver os jogadores do seu país. E para ajudar o Brasil, Ty promete não levar sua vuvuzela ao estádio do Morumbi.
- Faz tempo que não sopro vuvuzela... - brincou o atacante são-paulino.
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